Gestão de João Campos na mira: TCU investiga contratos milionários em Recife

Gestão de João Campos na mira: TCU investiga contratos milionários em Recife

Tribunal de Contas da União abre apuração sobre contratações sem licitação específica para escolas e postos de saúde; suspeitas envolvem empresas ligadas entre si e possíveis irregularidades com verbas federais.

O Tribunal de Contas da União (TCU) resolveu olhar com lupa contratos milionários firmados pela prefeitura de Recife sob o comando do prefeito João Campos. Desde maio, duas investigações foram abertas para analisar possíveis irregularidades em acordos feitos com três empresas — uma delas localizada no interior de Minas Gerais, a mais de dois mil quilômetros de Pernambuco.

Essas empresas foram contratadas para cuidar da manutenção de escolas e unidades de saúde da capital, mas o que chamou atenção dos órgãos de controle é o modo como os contratos foram fechados, supostamente sem uma licitação específica. Além disso, há indícios de que os serviços estariam sendo executados por CNPJs diferentes dos contratados originalmente, o que acendeu o alerta do Ministério Público Federal e do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco.

A empresa mineira Sinarco, por exemplo, aparece como possível parceira das pernambucanas Alca Engenharia e Max Construções, todas com contratos assinados com a prefeitura. Entre os pontos mais preocupantes das denúncias estão suspeitas de pagamentos duplicados e critérios de reajuste questionáveis.

Agora, com base em denúncias anônimas, o TCU, sob a relatoria do ministro Antonio Anastasia, decidiu assumir parte dessa análise — especialmente por haver sinais de que recursos federais possam ter sido usados nessas contratações. No caso das escolas, os indícios apontam para o uso de verbas do Fundeb, o que a prefeitura nega, dizendo que o dinheiro veio do Tesouro Municipal. Já em relação à saúde, o próprio Ministério Público junto ao TCE confirmou a utilização de recursos do SUS.

As investigações no TCU ainda correm sob sigilo e estão sendo conduzidas pela área especializada em auditoria de contratos públicos. A meta agora é identificar possíveis casos de improbidade administrativa ligados a essas contratações.

A Prefeitura do Recife, por sua vez, afirmou que ainda não foi oficialmente notificada pelo TCU, mas garantiu que está à disposição para prestar todos os esclarecimentos. Disse ainda que todos os contratos seguiram à risca a legislação, com foco na legalidade, economia e eficiência. Segundo a nota enviada, o processo licitatório ocorreu de maneira regular e sem questionamentos formais.

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