Gilmar Mendes reage a sanção dos EUA e sai em defesa de Moraes: “STF não vai recuar”

Gilmar Mendes reage a sanção dos EUA e sai em defesa de Moraes: “STF não vai recuar”

Ministro afirma que ataques contra Moraes são injustos e reforça que a independência do Judiciário brasileiro é inegociável.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), não deixou passar em silêncio a sanção imposta pelos Estados Unidos contra Alexandre de Moraes. Em tom firme, ele saiu em defesa do colega e classificou os ataques como injustos, ressaltando que o papel de Moraes tem sido crucial para proteger a democracia brasileira.

“Diante dos ataques injustos, declaro meu apoio integral ao ministro Alexandre de Moraes. Ele tem conduzido, com coragem e serenidade, processos que envolvem acusações gravíssimas, como um plano para assassinar autoridades e subverter o resultado das eleições. Seu trabalho é fundamental para preservar nossa democracia”, afirmou Gilmar em publicação nas redes sociais na noite de quarta-feira (30).

O ministro também mandou um recado claro: o STF não vai se intimidar. “A independência do Poder Judiciário brasileiro é um valor inegociável, e o Supremo seguirá firme no cumprimento de suas funções”, reforçou.

A declaração veio após os EUA incluírem Moraes na lista de sanções da Lei Magnitsky, que prevê bloqueio de bens e restrições para autoridades acusadas de violações de direitos humanos ou corrupção. No caso de Moraes, o governo norte-americano cita sua atuação nas investigações sobre a tentativa de golpe após as eleições de 2022 e sua postura em relação a plataformas digitais.

A medida, no entanto, deve ter pouco impacto prático, já que Moraes não tem bens nem costuma viajar aos EUA. Ainda assim, autoridades americanas, como o secretário de Estado Marco Rubio, afirmaram que a sanção serve como “aviso” a outras autoridades, chegando a dizer que “as togas judiciais não podem protegê-los”.

Outros ministros do STF também se manifestaram. Flávio Dino afirmou que Moraes apenas cumpre seu papel, tomando decisões respaldadas pela Constituição e confirmadas pelo colegiado da Corte. O próprio STF divulgou nota institucional, destacando que todas as decisões do ministro foram chanceladas pelo tribunal e que a Corte não se afastará de sua missão de garantir o devido processo legal e um julgamento justo para todos.

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