
Glauber Braga ultrapassa todos os limites e transforma a Câmara em palco de novo espetáculo vergonhoso
Deputado invade cadeira da presidência, força esvaziamento do plenário e reacende histórico de brigas, empurrões e tumultos que já virou sua marca registrada.
O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) protagonizou mais um episódio lamentável nesta terça-feira (9/12), ao simplesmente invadir e ocupar a cadeira da Presidência da Câmara — como se o Parlamento fosse seu quintal particular. Mesmo após repetidos pedidos para que descesse da mesa diretora, ele decidiu fincar pé e anunciar que não sairia dali por nada.
Diante da recusa, a Polícia Legislativa precisou intervir. O plenário foi esvaziado, a imprensa retirada e, para completar o clima de caos, a TV Câmara apagou o sinal, impedindo a transmissão do vexame. No fim, Glauber acabou sendo arrancado da cadeira à força, retirado por agentes — uma cena que resume bem o nível de descontrole ao qual ele reduziu a Casa.
O gesto desesperado veio justamente no dia em que Hugo Motta, presidente da Câmara, anunciou que o plenário deve analisar a possível cassação do mandato de Glauber, acusado de agredir um manifestante dentro da própria Câmara. O parecer pela cassação já havia sido aprovado pelo Conselho de Ética.
Mas, como já virou costume, Glauber reagiu com mais um ato teatral. O mesmo parlamentar que já se envolveu em brigas com membros do MBL, já discutiu com Kim Kataguiri, já partiu para empurrões e chutes, já fez greve de fome e já acumulou uma coleção de tumultos agora adiciona um novo capítulo ao seu repertório: invadir cadeira alheia.
Aliados tentam justificar dizendo que foi “indignação”. Mas a verdade é que o histórico pesa. Os vídeos, depoimentos e imagens de segurança mostram um padrão: sempre que contrariados, Glauber e seu estilo explosivo transformam o Parlamento em arena pessoal de guerra.
O processo que pode levar à sua cassação recorda empurrões, chutes e nova confusão que só terminou quando policiais legislativos apartaram Glauber e o militante Gabriel Costenaro. Mais tarde, a briga ainda avançou para cima de Kim Kataguiri. O relator do caso, Paulo Magalhães, afirmou que não há “dúvidas” de que houve agressão — e que as condutas ferem o decoro.
A ocupação da mesa da Câmara, desta vez, apenas reforça o que muitos parlamentares já diziam nos corredores: Glauber virou um vetor constante de desordem, uma figura que confunde coragem com teatralidade, e protesto legítimo com puro tumulto.
E, no fim das contas, quem paga o preço é o funcionamento da democracia — transformada em cenário para surtos, brigas e invasões que nada acrescentam ao debate público.