Governadores aliados se unem em evento judaico e disparam críticas contra Lula

Governadores aliados se unem em evento judaico e disparam críticas contra Lula

Em meio à crise com a comunidade israelita, governadores de direita exaltam operação no Rio e acusam o governo federal de “conivência com o narcotráfico”.

Em São Paulo, a noite de sábado (9) foi marcada por um raro consenso entre os governadores de direita: críticas afiadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O encontro, realizado na Hebraica e promovido pela Confederação Israelita do Brasil (Conib), reuniu Tarcísio de Freitas (SP), Cláudio Castro (RJ), Ronaldo Caiado (GO) e Eduardo Leite (RS), além do prefeito paulistano, Ricardo Nunes.

O evento ocorreu em meio a um clima de tensão entre Lula e parte expressiva da comunidade judaica, após o presidente acusar Israel de cometer “genocídio” em Gaza. Enquanto o Planalto tenta contornar o desgaste diplomático, líderes da direita brasileira — fortemente alinhados a Israel — aproveitaram o palco para se distanciar ainda mais do discurso petista.

Aplaudido de pé, Cláudio Castro chamou a megaoperação policial que deixou 121 mortos no Rio de Janeiro de “um movimento de reação do povo que não aguenta mais o crime”. Caiado classificou a ação como “um sucesso histórico” e atacou o governo federal por ser, segundo ele, “conivente com o narcotráfico”.

Tarcísio também entrou na ofensiva, criticando a saída do Brasil da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto — organismo que o país havia aderido durante o governo Bolsonaro. Mais cedo, o governador paulista havia se reunido com Castro para discutir o reforço da cooperação entre São Paulo e Rio de Janeiro no combate ao crime organizado.

Enquanto os governadores discursavam sobre segurança e solidariedade a Israel, o pano de fundo era claro: transformar o palco da Conib em uma vitrine política de oposição a Lula — com aplausos, alianças e discursos inflamados em nome da “paz”.

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