Petro denuncia “barbárie” no Caribe e cobra união democrática entre Europa e América Latina

Petro denuncia “barbárie” no Caribe e cobra união democrática entre Europa e América Latina

Ao lado de Lula, presidente colombiano lança críticas veladas a Donald Trump e pede o resgate da “humanidade livre” durante a cúpula Celac-UE.

Durante a abertura da cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) com a União Europeia, neste domingo (9), o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, fez um discurso carregado de simbolismo político e críticas à atuação dos Estados Unidos no Caribe. Sem citar nomes diretamente, o colombiano classificou o momento vivido na região como uma “barbárie”, pedindo que Europa e América Latina se tornem um “farol democrático para a humanidade”.

A declaração, feita em Santa Marta, antecedeu o início oficial do encontro e contou com a presença de Luiz Inácio Lula da Silva, único chefe de Estado latino-americano a participar do evento além do próprio Petro.

“Vivemos tempos de barbárie em nosso mar, onde populações pobres e pesqueiras sofrem. Precisamos fazer da Europa, da América Latina e do Caribe um farol democrático, guiado pela soberania e pela humanidade livre”, afirmou o presidente colombiano.

Petro ampliou o tom, atacando o “autoritarismo, o despotismo e o imperialismo” que, segundo ele, ameaçam a democracia global — numa clara referência ao governo de Donald Trump e às ações militares promovidas pelos EUA no Mar do Caribe.

A fala ocorre em meio à crescente tensão entre Washington e países da região, especialmente a Venezuela, alvo de sanções e operações militares americanas sob o argumento de combater o narcotráfico. Para Petro, o desafio é “corrigir a barbárie e reconstruir um conceito de humanidade soberana e multilateral”.

A cúpula Celac-UE, que reúne representantes de 60 países, busca reaproximar os dois blocos e consolidar o Mapa do Caminho 2025-2027, com medidas concretas de cooperação e desenvolvimento sustentável.

Entre discursos sobre democracia e independência, o recado de Petro ficou evidente: em tempos de poder e guerra, ele quer transformar a Colômbia — e a América Latina — em voz ativa contra a dominação e em defesa da dignidade humana.

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