
Governo Trump acelera deportações e promete “nova era de controle migratório” nos EUA
Mais de 515 mil pessoas já foram expulsas do país desde janeiro; meta é chegar a 600 mil até dezembro, em meio a críticas por violações de direitos humanos
As políticas de imigração do governo Donald Trump voltaram com força total — e com números expressivos. Segundo o Departamento de Segurança Interna (DHS), mais de 515 mil imigrantes em situação irregular já foram deportados desde o retorno de Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025. A meta oficial é atingir 600 mil deportações até o fim do ano, o que colocaria o atual governo entre os que mais expulsaram estrangeiros da história recente dos Estados Unidos.
Em entrevista à Fox News Digital, a assistente-secretária do DHS, Tricia McLaughlin, celebrou os números e disse que “isso é apenas o começo”. Segundo ela, o país vive “uma nova fase de responsabilização migratória”, cujo objetivo é “restaurar a ordem e a segurança nas fronteiras americanas”.
O relatório divulgado pelo órgão detalha que, desde janeiro:
- Mais de 515 mil pessoas foram oficialmente deportadas;
- Cerca de 2 milhões de imigrantes deixaram o país somando deportações e saídas voluntárias;
- A agência ICE registrou quase 200 mil deportações apenas até agosto.
A estratégia, segundo o governo, é priorizar criminosos condenados e imigrantes que cruzaram recentemente a fronteira. Trump também determinou o reforço das patrulhas na fronteira com o México, a reativação de centros de detenção e a aceleração dos processos de remoção.
Além disso, Washington vem firmando acordos com Belize, Guatemala e Honduras, que passam a receber requerentes de asilo enquanto seus casos são analisados nos EUA — medida que, na prática, reduz o número de pessoas em solo americano e desestimula novas travessias.
A política tem dividido opiniões. Setores conservadores comemoram o que chamam de “retomada do controle migratório”. Já organizações de direitos humanos alertam para o risco de abusos, deportações sumárias e para as condições precárias enfrentadas por deportados nos países de destino.
Mesmo sob críticas, a Casa Branca classifica os resultados como “um marco histórico” e promete novas medidas até o fim do ano para endurecer ainda mais o controle nas fronteiras e ampliar as prisões internas.
Trump, que voltou ao poder prometendo “colocar a América em primeiro lugar”, parece disposto a transformar a política migratória em um símbolo de força — ainda que isso custe o destino de centenas de milhares de pessoas.