
Hacker pede a Moraes devolução de celulares e HDs
Thiago Martins alega que não foi indiciado pela PF e quer de volta equipamentos apreendidos durante investigação da invasão ao CNJ
Thiago Eliezer Martins Santos, hacker suspeito de participação na invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023 — episódio que levou a deputada Carla Zambelli a ser condenada a 10 anos de prisão pelo STF — solicitou ao ministro Alexandre de Moraes a devolução de um celular, um notebook e dois HDs apreendidos pela Polícia Federal durante as investigações.
Martins afirma que jamais foi indiciado pela PF e que a apreensão de seus equipamentos teria ocorrido devido a uma “menção inicial equivocada” do seu nome nos fatos investigados, que envolvem invasão de sistemas e falsidade ideológica.
“Após investigação detalhada, Thiago Eliezer Martins Santos não foi indiciado nem denunciado pelo Ministério Público Federal, não havendo comprovação de qualquer envolvimento seu nos crimes”, reforça a defesa do hacker.
O relatório da PF indica que Martins recebeu senhas de acesso ao sistema do CNJ de Walter Delgatti — outro condenado pelo caso — mas que, na época da invasão, não tinha conhecimento da violação.
No pedido, o hacker solicita a devolução de um iPhone 13, um notebook e um HD da marca Kingston. Outro HD apreendido pela PF, um Toshiba PC P300 que estava conectado ao computador, não foi incluído na solicitação.