
Haddad critica endurecimento contra criminosos, mas segue firme apenas em aumentar impostos
Ministro, que só aparece para criar novas cobranças ao contribuinte, agora reclama que o PL Antifacção “asfixia” PF e enfraquece a Receita
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a ocupar o noticiário — e, como de costume, não foi por apresentar soluções econômicas reais. Especialista mesmo ele só tem sido em criar, recriar e ressuscitar impostos. Agora, porém, resolveu criticar justamente uma proposta que endurece o combate às facções criminosas.
Por 370 votos a 110, a Câmara aprovou o texto-base do Projeto de Lei Antifacção, que cria um marco mais rígido para atingir o crime organizado. Em vez de comemorar o avanço, Haddad disse que o texto pode “asfixiar financeiramente” a Polícia Federal e enfraquecer a Receita Federal.
É curioso: quando a pauta é aumentar tributos, o ministro nunca demonstra preocupação com quem paga a conta. Mas quando o tema é endurecer penas, confiscar bens de facções e ampliar a repressão ao crime, aí sim ele aparece com um discurso alarmista.
Haddad afirmou que a nova divisão dos recursos oriundos de bens apreendidos das facções diminuiria a verba da PF, além de reduzir o poder da Receita. Mas, na prática, o projeto foi desenhado justamente para tirar dinheiro das mãos do crime, não do Estado.
Enquanto países avançam apostando em leis duras, punições severas e inteligência policial, o governo insiste em relativizar o enfrentamento às organizações criminosas — ora reclamando de presídios federais, ora dizendo que traficante é “vítima”, ora afirmando que ladrão de celular só quer um “dinheirinho”.
Essa crítica de Haddad cai como mais um sinal de um governo que não sabe lidar com segurança pública, mas sabe muito bem como esvaziar o bolso do cidadão.