Hugo Motta reage e expõe incoerências do PT

Hugo Motta reage e expõe incoerências do PT

Presidente da Câmara rebate Lindbergh e lembra que o partido votou contra a própria Constituição que vive citando

A madrugada desta quarta-feira começou em clima de faísca na Câmara. A discussão sobre o projeto da dosimetria virou palco de mais um embate direto entre o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ). O choque veio poucas horas depois do episódio tenso em que Motta determinou a retirada à força do deputado Glauber Braga da Mesa Diretora — decisão que incendiou os ânimos na base governista.

O clima já estava pesado quando Lindbergh resolveu atacar.
O petista acusou Motta de manipular a pauta e usar o projeto “de forma oportunista”, afirmando que o presidente estaria interferindo em processos ainda em andamento. Foi além: disse que Motta “não tem mais condições de presidir a Casa”.

Mas a resposta veio rápida — e certeira.

Motta resgata a história e lembra contradição do PT

Com tom firme, Hugo Motta puxou da memória um ponto que o PT prefere deixar esquecido:

“É curioso ouvir integrantes do PT citarem Ulysses Guimarães tantas vezes, quando o próprio partido votou contra a discussão da Constituição. Isso é uma incoerência histórica.”

A fala caiu como uma bomba.
Vinte minutos depois, Benedita da Silva tentou pressionar Motta, pedindo que ele explicasse aquela afirmação. O presidente reafirmou calmamente: o PT, de fato, votou contra o processo constituinte — um fato registrado nos anais da história legislativa.

O episódio selou de vez a deterioração da relação entre os dois grupos, que já vinha azedando há semanas.

Ruptura anunciada

A disputa não começou agora. A relação entre Motta e Lindbergh vinha derretendo desde o debate da PEC da Blindagem. A situação piorou quando Motta escolheu o deputado Guilherme Derrite (PP-SP), da oposição, para relatar o PL Antifacção — decisão vista pelo governo como um recado claro.

O clima, que já era de distanciamento, virou conflito aberto.

Um embate que expõe mais do que divergências

No fundo, a troca de acusações revela algo maior:
Hugo Motta tenta conduzir a Câmara com firmeza e independência, enquanto a ala petista insiste em transformar qualquer discordância em crise institucional.

Ao responder Lindbergh, Motta não apenas se defendeu — ele expôs uma contradição que incomoda o PT desde os anos 1980. A reação do partido mostrou que a ferida não cicatrizou.

E, ao que tudo indica, a convivência entre os dois lados ainda deve render muitos capítulos tensos pela frente.

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