“Humilhante”: Carlos Bolsonaro vê recado claro no rebaixamento da escola pró-Lula

“Humilhante”: Carlos Bolsonaro vê recado claro no rebaixamento da escola pró-Lula

Quando o Carnaval vira palanque, o público responde — e o resultado aparece na apuração

O rebaixamento da Acadêmicos de Niterói no Carnaval do Rio de Janeiro não ficou restrito ao mundo do samba. A queda da escola, que levou para a avenida um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, provocou forte reação no campo político — e recebeu críticas duras de Carlos Bolsonaro.

Usando as redes sociais, Carlos classificou o resultado como uma “derrota humilhante” e questionou o caráter cultural do desfile apresentado na Marquês de Sapucaí. Para ele, a apresentação extrapolou os limites do Carnaval e assumiu contornos claros de propaganda política antecipada, ainda mais por envolver recursos públicos.

Segundo Carlos, a escola transformou a festa popular em palco ideológico, desagradando boa parte do público e dos jurados. Em sua avaliação, o samba acabou ficando em segundo plano diante da tentativa de promover um projeto político — algo que, na visão dele, naturalmente cobra seu preço na avenida.

A crítica ganhou ainda mais força ao ser acompanhada por outras manifestações da oposição. O senador Flávio Bolsonaro, por exemplo, também comentou o rebaixamento e afirmou que Lula “é sempre uma má ideia”, seja na política institucional ou como tema de samba-enredo. Já Michelle Bolsonaro ironizou o episódio em publicações nas redes, reforçando o tom de reprovação.

Além da homenagem ao presidente, alas específicas do desfile — como a que satirizava grupos neoconservadores — ampliaram o desgaste da escola junto a setores da sociedade, incluindo parlamentares e lideranças religiosas. O resultado final acabou consolidando a percepção de que a escolha do enredo mais dividiu do que encantou.

Com a última colocação no Grupo Especial, a Acadêmicos de Niterói retorna à Série Ouro em 2027. Para Carlos Bolsonaro, o desfecho deixa uma lição evidente: Carnaval é arte, cultura e samba — não ferramenta política. Quando essa linha é cruzada, o julgamento vem rápido, direto e sem fantasia.

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