
Injustiça à flor da pele: preso que provou inocência é humilhado no velório da avó
Lucas Brasileiro, condenado injustamente, chega algemado ao enterro apesar de autorização judicial
Lucas Brasileiro, advogado preso pelos atos de 8 de janeiro, viveu nesta terça-feira (26) mais um episódio de humilhação que expõe o descaso do sistema penitenciário. Apesar de o ministro Alexandre de Moraes ter autorizado sua saída para o velório da avó, a Penitenciária IV do Distrito Federal alegou “falta de contingente” e recusou-se a conduzi-lo ao sepultamento.
O pai de Lucas, Evandro Brasileiro, gravou um vídeo emocionado denunciando a situação: “Estou aqui no velório da minha sogra, avó do Lucas, que não teve mais os dias da vida dela com ele. Nem isso o Estado respeitou”, afirmou, mostrando a cópia da autorização judicial. Ele lamentou a sequência de injustiças que recaem sobre seu filho, que já teve a liberdade cerceada sem provas de participação em atos de depredação durante os protestos.
Após a repercussão do vídeo, a penitenciária mudou de posição e autorizou o deslocamento do jovem. Lucas chegou escoltado por policiais, algemado, à cerimônia, recebendo aplausos emocionados de familiares e presentes.
A história de Lucas Brasileiro evidencia o absurdo de um sistema que, mesmo diante da comprovação da inocência e de autorização judicial, insiste em humilhar um cidadão. O episódio levanta questionamentos sobre critérios de punição, falta de humanidade na administração penitenciária e o respeito aos direitos básicos daqueles que já sofreram injustiças.