
Israel amplia ofensiva e bombardeia instalações subterrâneas do Irã
Ataques miram bases de mísseis e usinas nucleares; Teerã promete reagir e Rússia chama ação de “agressão injustificável”
A tensão no Oriente Médio ganhou mais um capítulo nesta segunda-feira (23), com o anúncio de novos ataques da Força Aérea de Israel contra alvos estratégicos no Irã. Segundo autoridades israelenses, os bombardeios atingiram estruturas subterrâneas que seriam usadas pela Guarda Revolucionária iraniana para armazenar mísseis e equipamentos ligados a armas nucleares.
Entre os alvos, estaria o suposto quartel-general conhecido como “Thar-Allah”, que aparece em imagens divulgadas pelos militares israelenses nas redes sociais. A ofensiva acontece em meio a uma escalada do conflito, que nas últimas 48 horas já envolveu ataques a usinas nucleares e declarações inflamadas de líderes mundiais.
Mais cedo, Israel já havia bombardeado a instalação nuclear de Fordow, localizada ao sul de Teerã, uma das mais protegidas do Irã. Segundo a agência iraniana Tasnim, o ataque foi confirmado por autoridades da província de Qom, onde fica o complexo. O objetivo, de acordo com fontes locais, seria bloquear rotas de acesso e dificultar a movimentação de materiais estratégicos.
Além de Israel, os Estados Unidos também intensificaram sua participação direta no conflito. Tropas americanas atacaram instalações nucleares em Isfahan, Natanz e também a central subterrânea de Fordow. O presidente Donald Trump chegou a declarar que as ações teriam “aniquilado” a capacidade nuclear iraniana, mas autoridades americanas e israelenses admitem que ainda não há confirmação dos danos exatos causados.
Do lado iraniano, a resposta veio com indignação. Teerã classificou os bombardeios como um “erro grave” e prometeu retaliações. O líder supremo do Irã, em sua primeira manifestação após os ataques, afirmou que o inimigo “pagará pelas consequências”.
A comunidade internacional observa com preocupação. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, condenou as ações militares e chamou os ataques de “agressão sem provocação”, durante encontro com o chanceler iraniano Abbas Araqchi em Moscou. Putin reforçou que a Rússia está pronta para ajudar o povo iraniano a enfrentar o momento.
Com cada bomba lançada, a esperança de uma trégua parece mais distante. O conflito cresce a cada dia, envolvendo potências militares e colocando a estabilidade da região — e do mundo — em risco.