Janja reaparece no Brasil e tenta ganhar corações evangélicos… às vésperas da eleição

Janja reaparece no Brasil e tenta ganhar corações evangélicos… às vésperas da eleição

Primeira-dama circula por Salvador e Manaus, conversa com mulheres religiosas e planeja agenda estratégica para a COP 30

A primeira-dama Janja da Silva resolveu reaparecer com força no Brasil, poucos meses antes das eleições, e com uma missão clara: tentar diminuir a resistência de um dos grupos mais desconfiados do governo Lula — o público evangélico. Nesta quinta-feira (14/8), Janja esteve em Salvador, visitando periferias e participando de encontros com mulheres evangélicas, acompanhada da ministra da Cultura, Margareth Menezes, da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, e da primeira-dama da Bahia, Tatiana Velloso.

O roteiro segue a Manaus ainda neste mês e até considera uma aparição estratégica na COP 30, em Belém, em novembro. Tudo cuidadosamente planejado, como se fosse um manual de relações públicas para acalmar corações céticos.

O movimento começou em julho, na Igreja Batista de São Cristóvão, no Rio, quando Janja se encontrou com cem mulheres evangélicas da Região Metropolitana e do interior. Desde então, o calendário foi desenhado para alcançar regiões-chave do país — Sudeste, Nordeste e Norte — e, futuramente, Sul e Centro-Oeste, justamente onde o governo Lula enfrenta maior resistência entre evangélicos. Segundo pesquisas recentes, a rejeição desse grupo ao governo é significativamente mais alta que a média nacional.

Oficialmente, os encontros são apresentados como espaço para as mulheres discutirem demandas sociais e políticas públicas. Na prática, Janja participa, intervém e responde perguntas, mostrando que, além de católica, também sabe jogar o jogo político com finesse.

Nilza Valéria Zacharias, coordenadora da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, destacou a diversidade do público: “O mundo evangélico é extremamente diverso, e essas mulheres não têm uma identidade única. É importante que o governo compreenda isso, e Janja tem se esforçado para entender cada vez mais.”

Ironia à parte, a estratégia da primeira-dama parece clara: meses antes da eleição, aparecer sorridente entre fiéis nas periferias e tentar transformar resistência em simpatia — ou pelo menos, não em hostilidade explícita.

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