Juiz que libertou acusado com 86 passagens é casado com filósofa que já defendeu “ser a favor do assalto”

Juiz que libertou acusado com 86 passagens é casado com filósofa que já defendeu “ser a favor do assalto”

Decisão de Rubens Casara, que liberou um criminoso preso por roubo em Ipanema, reacende debate sobre ativismo político no Judiciário e revela ligações com militância de esquerda

Uma decisão judicial no fim de julho gerou polêmica no meio jurídico e nas redes sociais. O juiz Rubens Casara, da 43ª Vara Criminal do Rio, mandou soltar Patrick Rocha Maciel, de 20 anos, preso por roubar uma farmácia em Ipanema. O detalhe que causou indignação: o rapaz já tinha 86 anotações criminais, incluindo furtos, porte de arma, lesão corporal e ameaças.

O Ministério Público queria manter a prisão, mas Casara argumentou que “ter anotações na ficha penal não é motivo automático para prisão cautelar” e que “não cabe fazer futurologia no processo penal”. A decisão veio em meio ao agravamento da crise de segurança no Rio e recebeu críticas, inclusive do senador Sergio Moro, que escreveu: “A porta giratória das audiências de custódia precisa acabar”.

Além da decisão em si, o foco também foi para a vida pessoal do magistrado. Casara é casado com a filósofa e ex-candidata ao governo do Rio pelo PT, Marcia Tiburi, autora de declarações polêmicas — entre elas, a frase “sou a favor do assalto”, que ela disse ser uma provocação para criticar o capitalismo.

📝 Pontos que chamam atenção no caso:

  • Casamento com Marcia Tiburi: ex-candidata do PT e militante de esquerda, que já declarou ser anticapitalista.
  • Histórico de militância: ambos escreveram juntos a peça Um Fascista no Divã e têm posicionamentos críticos ao bolsonarismo.
  • Ligação acadêmica: Casara está em pós-doutorado na França; Tiburi afirma viver “autoexílio” desde o governo Bolsonaro.
  • Críticas ao sistema penal: juiz é conhecido por teses antipunitivistas e por atacar a Operação Lava Jato.
  • Apoio político e acadêmico: integrante do grupo Prerrogativas e homenageado por mais de 50 juristas em livro.

A repercussão reacendeu o debate sobre ativismo judicial, parcialidade política e a influência de convicções ideológicas nas decisões da Justiça brasileira.

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