
“Justiça por Orelha”: Nikolas cobra punição e defende maioridade penal aos 16 após morte de cachorro em Florianópolis
Deputado reage à agressão cometida por adolescentes e critica impunidade, enquanto Justiça manda retirar postagens que os identifiquem
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou um vídeo nesta quarta-feira (28) pedindo “justiça por Orelha”, um cachorro comunitário de Florianópolis (SC) que morreu após ser brutalmente agredido por adolescentes. Na gravação, ele também voltou a defender a redução da maioridade penal para 16 anos, argumentando que atos de violência como esse não podem ser tratados como algo “sem consequência”.
O caso aconteceu no início de janeiro. No dia 4, Orelha foi atacado por quatro adolescentes, sofreu ferimentos graves e precisou ser levado às pressas para atendimento veterinário. No dia seguinte, devido ao estado crítico, o animal acabou sendo sacrificado. O cachorro tinha cerca de 10 anos.
Nikolas diz que agressão a animal é sinal de risco maior
No vídeo, Nikolas afirmou que a violência contra um animal pode ser um indicativo de comportamento ainda mais perigoso no futuro.
Segundo ele, “se um adolescente faz isso com um cachorro, provavelmente faria com um ser humano”. O parlamentar também criticou o que chamou de postura da esquerda, dizendo que muitos tentam enxergar os adolescentes como “vítimas da sociedade”, mesmo quando cometem crimes.
Ele ainda declarou que os agressores deveriam responder pelos próprios atos, e não serem protegidos por um sistema que, na visão dele, “passa a mão na cabeça”.
“Com 16 anos, parece que tem salvo-conduto”, afirma deputado
Nikolas reforçou que, no Brasil, adolescentes com 16 anos estariam praticamente livres para cometer crimes sem punição proporcional.
Na fala, ele afirmou que, hoje, quem tem essa idade teria uma espécie de “salvo-conduto” para destruir vidas e sair sem consequências reais.
O deputado também destacou que, para ele, essa discussão vai além de direita e esquerda e vira uma escolha simples: punir ou deixar impune.
Justiça manda remover conteúdos que identifiquem os adolescentes
Depois da repercussão do caso e do vídeo, a Vara da Infância e Juventude de Florianópolis determinou que redes sociais removessem conteúdos que pudessem identificar os quatro adolescentes envolvidos.
A decisão foi baseada no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que garante o princípio de proteção integral e o direito à privacidade de menores de idade.
As plataformas receberam prazo de 24 horas para cumprir a ordem, sob risco de multa em caso de descumprimento.