Líder do PL reforça atuação na CPI do INSS após avanços do governo Lula

Líder do PL reforça atuação na CPI do INSS após avanços do governo Lula

Sóstenes Cavalcante se junta à comissão para fortalecer oposição e questionar articulação do governo em votações estratégicas.

BRASÍLIA — O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), entrou como suplente na CPI que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), numa movimentação política após uma série de vitórias do governo Lula. Seu partido integra um bloco com União Brasil, PP, MDB, PSD, Republicanos, Podemos e a federação PSDB-Cidadania.

Em entrevista, Sóstenes afirmou que pretende colaborar com o trabalho do líder Rogério Marinho (PL-RN) no Senado e fortalecer a oposição para reconquistar espaço em votações da comissão. “Entrei para contribuir e colaborar com o belo trabalho do líder Rogério Marinho, para voltarmos a ter êxito nos requerimentos nas próximas semanas”, disse o deputado.

Nos últimos meses, a base governista conseguiu garantir maioria em votações importantes da CPI, revertendo situações que inicialmente favoreciam a oposição. Entre os resultados da articulação, destacam-se a não convocação de José Ferreira da Silva — irmão do ex-presidente Lula, conhecido como Frei Chico — e a proteção de Milton Baptista de Souza Filho, presidente do Sindnapi.

A oposição bolsonarista vê essas ações como uma tentativa do governo de blindar aliados e questiona o que considera “fisiologismo” do Centrão. Em visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília, Sóstenes disse que a oposição seguirá tentando convocar Frei Chico e reforçar a atuação na CPI.

Durante o encontro, Bolsonaro pediu mais articulação entre presidentes de partidos de direita para enfrentar o governo Lula, pensando especialmente nas eleições de 2026. Sóstenes detalhou ainda o andamento da tentativa de aprovar a anistia do 8 de Janeiro, projeto que perdoaria investigados por atos antidemocráticos desde 2019.

A movimentação política indica que a oposição pretende se reorganizar para os próximos meses, aproveitando a visibilidade da CPI e o apoio interno a pautas estratégicas para confrontar o governo federal.

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