Lindbergh aplaude Moraes e ignora ladrões do INSS: Justiça seletiva com aplausos no plenário

Lindbergh aplaude Moraes e ignora ladrões do INSS: Justiça seletiva com aplausos no plenário

Enquanto celebra perseguição a Bolsonaro, líder do PT finge não ver o rombo bilionário que há 4 meses sangra os cofres do INSS

O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), aquele mesmo que desaparece quando o assunto é corrupção no próprio governo, resolveu bater palmas para a decisão “prudente” do ministro Alexandre de Moraes contra Jair Bolsonaro. Segundo ele, o ex-presidente foi devidamente advertido e a Justiça está no caminho certo — afinal, nada como um bom exemplo de seletividade para manter a narrativa viva.

Lindbergh, no alto da tribuna da Câmara, acusou Bolsonaro de ter descumprido a medida judicial que o proíbe de usar redes sociais, inclusive por meio de terceiros. O crime da vez? Uma fala transmitida na conta do filho, Eduardo Bolsonaro. Para o petista, isso foi quase uma reedição digital do 8 de janeiro — ou seja, qualquer respingo é tratado como tsunami quando o alvo é Bolsonaro.

“Ele produz o conteúdo e ativa sua milícia digital”, disparou Lindbergh, com aquele entusiasmo que nunca aparece quando se trata de apurar quem está saqueando o INSS. Já se passaram quatro meses desde que foi revelado um esquema bilionário de fraudes nos benefícios, e até agora: silêncio. Nenhum discurso inflamado, nenhuma CPI, nenhum “modus operandi” para denunciar. Para os amigos, o benefício da dúvida. Para os adversários, a tornozeleira.

A decisão de Moraes — que, para Lindbergh, foi equilibrada — deixou claro que uma nova postagem, mesmo feita por outro alguém, pode levar Bolsonaro à prisão imediata. Enquanto isso, milhares de fraudadores continuam desviando dinheiro da Previdência, sem tornozeleira, sem despacho judicial e sem a mínima atenção de quem deveria fiscalizar.

Lindbergh ainda previu que “em no máximo dois meses”, Bolsonaro estará preso, pagando pelos supostos crimes contra o Estado Democrático de Direito. Curiosamente, ele não faz a menor ideia de quando — ou se — os verdadeiros criminosos que drenam os cofres públicos pagarão pelos seus atos. Talvez porque, nesse caso, a Justiça seja cega… e convenientemente muda.

Porque no Brasil da nova moralidade, o que vale mesmo é perseguir o inimigo político — enquanto o roubo institucionalizado segue impune e sem manchete.

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