Lula cancela almoço oficial no Panamá e antecipa retorno ao Brasil

Lula cancela almoço oficial no Panamá e antecipa retorno ao Brasil

Após reunião longa com José Mulino, presidente diz que preferiu ir direto ao aeroporto para não chegar em casa de madrugada

Cidade do Panamá — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu não participar do almoço oficial oferecido pelo presidente do Panamá, José Mulino, nesta quarta-feira (28/1). Com o atraso na agenda, Lula optou por encurtar a programação e voltar mais cedo ao Brasil.

O almoço, que estava marcado para acontecer às 14h40 no horário local (16h40 em Brasília), acabou ficando para depois do previsto porque a reunião bilateral entre os dois presidentes se estendeu por mais de uma hora.

Ao explicar a decisão, Lula foi direto e citou o cansaço e o horário apertado. “Quero pedir desculpas pelo atraso e avisar que não vou ficar para o almoço. Porque eu vou chegar em casa às 2h da manhã”, disse o presidente.

Segundo pessoas próximas, a escolha de Lula de “pular” o compromisso foi justamente para evitar que a volta ao Brasil se estendesse ainda mais. Depois de deixar o Palácio das Garças, sede do governo panamenho, ele seguiu direto para o aeroporto.

Acordos e recado sobre o Canal do Panamá

Apesar do almoço cancelado, a reunião entre Lula e Mulino rendeu resultados. Os dois países firmaram acordos para fortalecer relações e facilitar investimentos entre Brasil e Panamá.

Após o encontro, os presidentes fizeram uma declaração conjunta. Lula destacou a importância do contato pessoal na política e defendeu que conversas diretas valem mais do que longas negociações à distância.

“Eu sempre digo que o aperto de mão, o abraço e o olhar no olho valem mais do que 800 ações”, afirmou.

O presidente brasileiro também voltou a comentar sobre o Canal do Panamá, que tem sido alvo de interesse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Lula reforçou que defende a neutralidade da passagem e disse que enviou ao Congresso brasileiro a proposta de adesão ao Protocolo de Neutralidade do Canal.

Segundo ele, o Brasil apoia a soberania do Panamá sobre a administração do canal e reconhece a importância estratégica da rota para a economia mundial.

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