
“Não é problema nenhum”, diz líder do PT sobre encontros de Lula com dono do Banco Master
Lindbergh minimiza visitas de Vorcaro ao Planalto, mas a mesma turma que grita escândalo por tudo mudaria o tom rapidinho se fosse Bolsonaro
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), resolveu entrar em campo nesta quarta-feira (28) para fazer aquele papel clássico de “não aconteceu nada” — e afirmou que os encontros entre Lula e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, “não são um problema”.
Segundo Lindbergh, o que realmente importa é que o governo teria tomado a decisão de liquidar o banco e investigar o caso, como se isso apagasse o fato de que o próprio Vorcaro circulou no poder como quem entra em casa de amigo.
E detalhe: de acordo com as informações, Vorcaro esteve no Planalto pelo menos quatro vezes entre 2023 e 2024. Quatro. Não foi “passou ali por acaso”, não. É frequência de quem tem acesso, porta aberta e trânsito livre.
A lógica é sempre a mesma: quando é do lado deles, vira “normal”
O mais curioso — e aqui entra a parte que dá vontade de rir pra não passar raiva — é que tudo depende de quem está no centro da história.
Porque quando envolve Lula e aliados, a desculpa vem pronta:
👉 “não tem nada demais”
👉 “é normal”
👉 “não existe irregularidade”
👉 “o importante é investigar”
Agora, vamos ser sinceros: se fosse Bolsonaro recebendo empresário envolvido em polêmica, com banco investigado e tudo mais… aí seria o apocalipse.
Seria:
🔥 “atentado à democracia”
🔥 “conluio”
🔥 “gabinete do crime financeiro”
🔥 “golpe institucional”
A régua muda na velocidade de um tweet.
E o mesmo deputado que acha protesto um absurdo agora acha reunião normal
O que deixa tudo ainda mais indigesto é ver a incoerência escorrendo pelas falas. Tem gente que faz escândalo com caminhada de deputado, chama de “absurdo”, faz drama, diz que é “ataque às instituições”…
Mas quando o assunto vira encontro com banqueiro, dentro do Planalto, com repetição, proximidade e um caso explodindo no noticiário… aí não, aí é “tranquilo”.
É como se dissessem:
📌 protesto na rua incomoda
📌 mas visita de empresário no poder “não é problema”
No fim, o recado é claro: depende de quem está sentado na cadeira
A fala de Lindbergh tenta vender a ideia de que o problema está resolvido porque o governo teria liquidado o banco e permitido investigação.
Mas a pergunta que fica é simples e direta:
Se não tem nada demais, por que tanta visita?
Por que tanto acesso?
Por que tanta passada no Planalto?
Porque no Brasil, infelizmente, a gente já aprendeu como funciona:
quando é com os “amigos do rei”, vira reunião institucional.
quando é com o adversário, vira escândalo nacional.
E a população, claro… que engula seco.