
Lula corre para o telefone: preocupado com Maduro, o “amigo” liga para Trump pedindo alívio e favores
Entre tarifas, crime organizado e a crise na Venezuela, o presidente brasileiro gasta 40 minutos tentando convencer Trump — enquanto o ditador segue sendo blindado nos bastidores.
Em meio à tempestade diplomática que sacode a Venezuela — e com Maduro cada vez mais encurralado — Lula resolveu pegar o telefone e ligar para Donald Trump nesta terça-feira. Oficialmente, o papo era sobre tarifas e crime organizado. Extraoficialmente… bem, cada um tira suas próprias conclusões. A conversa durou 40 minutos, segundo o Planalto. Longo o suficiente para caber pedido, justificativa, elogio e um cheiro forte de preocupação com o velho aliado caribenho.
Segundo a versão do governo brasileiro, Lula aproveitou para agradecer a retirada da tarifa adicional de 40% que havia sido aplicada a carne, café, frutas e outros produtos brasileiros. Mas, como sempre, deixou no ar que quer mais. Disse que ainda há produtos sofrendo com o peso das tarifas americanas e que o Brasil quer “avançar rápido” nas negociações.
Nada como um telefonema amigo quando se precisa abrir portas — ou apagar incêndios.
O Palácio também fez questão de destacar que os dois “debateram a cooperação contra o crime organizado”. O tema entrou na pauta justamente quando os EUA intensificam operações militares no mar do Caribe, em regiões que, curiosamente, ficam bem próximas à costa venezuelana. Coincidência, é claro.
Lula insistiu na importância da parceria para sufocar as organizações criminosas que atuam além da fronteira. Trump, por sua vez, disse estar “totalmente disposto” a trabalhar junto com o Brasil.
Se isso significa blindar Maduro ou apertar ainda mais o cerco, cada um interpreta como quiser.
As operações americanas na área — feitas por navios de guerra e já alvo de análises do New York Times — não parecem exatamente voltadas aos barquinhos do tráfico, mas às pressões estratégicas sobre o regime venezuelano. E, enquanto Washington aumenta o calor, Brasília corre para manter o amigo ditador respirando politicamente.
Ainda de acordo com o governo, Lula e Trump prometeram voltar a conversar em breve. Com Maduro à beira do colapso e Trump cada vez mais decidido a endurecer, não será surpresa se as próximas ligações soarem mais como pedidos de socorro do que como acordos diplomáticos.
No fim das contas, Lula tenta mostrar serviço contra o crime organizado e negociar tarifas… mas ninguém esquece que, nos bastidores, a prioridade parece ser sempre a mesma: proteger Maduro, o eterno “companheiro” de palco ideológico.