Lula critica Tarcísio de Freitas e o chama de “serviçal” de Bolsonaro

Lula critica Tarcísio de Freitas e o chama de “serviçal” de Bolsonaro

Governador de São Paulo tem se movimentado para aprovar anistia ao ex-presidente e fortalecer sua base eleitoral para 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não poupou críticas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), nesta quinta-feira (11). Em entrevista à Band, Lula afirmou que Tarcísio age como um verdadeiro “serviçal” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Nos bastidores políticos, Tarcísio tem se articulado para aprovar um projeto de anistia que beneficiaria Bolsonaro e outros condenados pela tentativa de golpe de 2022. A estratégia do governador é clara: herdar os votos do ex-presidente em uma eventual candidatura ao Palácio do Planalto em 2026.

Durante as manifestações do 7 de setembro, Tarcísio subiu em um trio elétrico e criticou duramente o ministro Alexandre de Moraes, do STF, afirmando que “ninguém aguenta mais a tirania” do magistrado. Lula reagiu, destacando a duplicidade do governador: “Ele não poderia falar o que falou de Moraes. O que Tarcísio demonstrou ali? Que não passa de um serviçal do Bolsonaro.”

O presidente do Palácio do Planalto ressaltou ainda a postura ambígua do governador: simpático e cordial quando encontra o petista, mas crítico e opositor nos bastidores. “Já estive com o Tarcísio algumas vezes, até o convidei para almoçar comigo no Palácio. Ora, ele se mostra amigável, mas por trás só fala mal”, contou Lula.

Embora ainda não assuma publicamente uma pré-candidatura, Tarcísio segue empenhado na aprovação da anistia ao ex-presidente, que ainda aguarda análise na Câmara dos Deputados, presidida por Hugo Motta (Republicanos-PB).

Na mesma quinta-feira, a Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro e outros sete réus por tentativa de golpe de Estado, aplicando ao ex-presidente 27 anos e 3 meses de prisão.

O clima político se mantém tenso, com o Palácio do Planalto monitorando de perto as movimentações em torno da anistia, enquanto Lula mantém firme a estratégia de criticar aliados de Bolsonaro que buscam influenciar o Congresso em benefício do ex-presidente.

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