Lula defende justiça global no BRICS e evita pressão sobre o Irã

Lula defende justiça global no BRICS e evita pressão sobre o Irã

Presidente brasileiro reforça críticas a organismos internacionais dominados por países ricos e afirma que o bloco deve respeitar posições diferentes, inclusive as do Irã.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não descartou a entrada de novos países no BRICS. Ao encerrar a cúpula do grupo, realizada no Rio de Janeiro, Lula voltou a criticar o funcionamento das instituições multilaterais, acusando as nações mais ricas de dominarem esses espaços. “Queremos uma governança mais justa”, declarou o presidente.

Lula também fez duras observações à Organização das Nações Unidas (ONU), classificando-a como “um shopping de discursos ideológicos”, onde há muito discurso e pouca ação concreta.

Ao ser questionado sobre o Irã e sua postura diante do conflito na Palestina, Lula foi enfático: “Ninguém vai exigir que o Irã mude de opinião. Eles estão no epicentro do conflito, pensam diferente, e temos que respeitar isso”. Ele reiterou a posição tradicional do BRICS em favor da criação de dois Estados — Israel e Palestina — convivendo lado a lado de forma equilibrada.

Ainda durante a coletiva, Lula tratou da questão climática. Segundo ele, essa pauta não pode ser tratada como algo radical ou como “coisa de bicho grilo”, mas sim como uma urgência global que afeta a todos.

O encontro do BRICS no Brasil foi marcado por discursos em defesa da multipolaridade e da reforma das instituições internacionais, num momento em que o cenário geopolítico global se mostra cada vez mais tenso e desigual.

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