
Lula desembarca em Goiás enquanto Caiado busca investimentos no Japão
Presidente participa de congresso estudantil em Goiânia; governador, possível rival em 2026, cumpre agenda internacional
Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é aguardado em Goiânia para participar do 60º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), o governador Ronaldo Caiado (União Brasil), principal liderança do estado e nome já cotado para a corrida presidencial de 2026, está do outro lado do mundo: no Japão, em missão para atrair investimentos ao estado.
A ausência de Caiado não é por acaso nem um desencontro político. Segundo a organização do evento, a equipe da UNE consultou previamente a agenda do governador e, por isso, ele sequer foi convidado. O congresso, realizado na Universidade Federal de Goiás (UFG), reúne mais de 10 mil estudantes de todo o país e se estende até o dia 20 de julho.
Durante sua visita, Lula deve discursar sobre educação e defender a realização de um plebiscito popular. Antes, no entanto, está prevista uma reunião privada com estudantes da Universidade Federal do Pará (UFPA) que sobreviveram a um grave acidente na BR-153. O encontro será reservado e depende do estado emocional dos jovens — por isso, não consta na agenda oficial do presidente.
A passagem de Lula por Goiás não é apenas simbólica. Em 2022, ele perdeu no estado para Jair Bolsonaro (PL) com uma diferença de mais de 650 mil votos. A visita ao reduto bolsonarista revela uma tentativa de ampliar sua presença e influência no Centro-Oeste, onde teve desempenho abaixo da média nacional nas últimas eleições.
No mesmo evento da UNE em 2023, em Brasília, Lula havia prometido retomar a expansão do ensino superior e técnico no país. Agora, sua fala em Goiânia deve reforçar esse compromisso — em um cenário em que educação, juventude e reconstrução social seguem como pautas estratégicas para o governo.
O Congresso da UNE também será marcado por atos políticos e protestos, como o coro de estudantes que já entoaram “sem anistia” ao esperar pela chegada do presidente. Em tempos de polarização, a agenda estudantil vira, mais uma vez, um campo de disputa política e simbólica no coração do Brasil.
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