Lula desfila em Salvador e levanta placa pela taxação dos super-ricos

Lula desfila em Salvador e levanta placa pela taxação dos super-ricos

Presidente participa da celebração do 2 de Julho, data histórica da Bahia, e propõe transformá-la em marco nacional da independência

Em meio à multidão que tomava as ruas de Salvador nesta quarta-feira (2), o presidente Lula participou do tradicional desfile do 2 de Julho, que celebra a expulsão definitiva das tropas portuguesas da Bahia, em 1823. Durante o trajeto, Lula chamou atenção ao erguer uma placa com os dizeres: “Taxação dos super-ricos”, reforçando sua pauta econômica em um evento carregado de simbolismo popular.

Ao lado da primeira-dama Janja, da ministra da Cultura Margareth Menezes e do governador Jerônimo Rodrigues, o presidente seguiu em uma caminhonete no meio do cortejo, saudando o povo baiano e celebrando o espírito de resistência que marcou a data.

Na véspera, Lula havia assinado um projeto de lei no Palácio do Planalto propondo transformar o 2 de Julho em um Dia Nacional da Consolidação da Independência — sem, no entanto, torná-lo um novo feriado. “O Brasil já tem muitos feriados”, justificou em entrevista à TV Bahia. Para ele, o mais importante é garantir o reconhecimento histórico da data em nível nacional.

“Muita gente ainda não sabe o que aconteceu no 2 de Julho. Tem quem pense que é festa junina, mas é uma celebração da bravura do povo baiano — especialmente de três mulheres fundamentais na luta pela independência”, destacou o presidente.

Lula fez questão de homenagear Maria Felipa, Maria Quitéria e Joana Angélica — figuras femininas que marcaram a resistência baiana. Maria Felipa, mulher negra, liderou um grupo que combatia os soldados portugueses; Maria Quitéria se disfarçou de homem para lutar nas tropas; e Joana Angélica morreu ao tentar impedir a invasão do Convento da Lapa.

O desfile não foi só memória: também foi palco para o presidente reforçar sua agenda. Ao empunhar a placa pela taxação dos super-ricos, Lula sinalizou que pretende manter o debate vivo em meio às discussões no Congresso.

Com essa aparição, o presidente buscou unir história, simbolismo popular e agenda política — num gesto que fala tanto ao passado quanto às batalhas de hoje.

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