Lula diz que “quem bate em mulher não vota nele” durante convenção do PT e reforça discurso contra a violência de gênero

Lula diz que “quem bate em mulher não vota nele” durante convenção do PT e reforça discurso contra a violência de gênero

Presidente teve candidatura à reeleição oficializada pelo PT, defendeu políticas de proteção às mulheres, exaltou Geraldo Alckmin e recebeu apoio de aliados. Declaração repercutiu por ocorrer após as acusações de violência doméstica feitas, em 2024, contra seu filho Luís Cláudio Lula da Silva, que nega as acusações.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (2), durante a convenção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), em São Paulo, que oficializou sua candidatura à reeleição, que pessoas que praticam violência contra mulheres não fazem parte de seu eleitorado.

“Quem bate em mulher não vota em mim.”

A declaração foi feita durante discurso no Expo Center Norte, onde Lula apresentou os principais eixos da campanha, destacou ações do governo voltadas às mulheres, defendeu o planejamento familiar e voltou a pedir respeito às vítimas de violência doméstica.

Discurso contra a violência

Ao abordar a violência de gênero, Lula afirmou que pretende construir uma sociedade que respeite as mulheres.

“Quero criar uma sociedade que respeita mulher.”

Dirigindo-se aos homens, acrescentou:

“Quando ele sentir raiva de uma mulher, tem que lembrar de onde ele veio: da barriga de uma mulher.”

A fala ocorreu diante de milhares de militantes e lideranças políticas presentes na convenção.

Legado como principal argumento

Durante o pronunciamento, Lula afirmou que pretende disputar a eleição com base nas realizações de seus governos e não apenas em promessas.

Segundo o presidente:

“O que motiva um governo nas eleições é seu legado. Quem não fez, não tem o que prometer.”

Elogios a Geraldo Alckmin

Lula também fez uma série de elogios ao vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), confirmado novamente como companheiro de chapa.

Segundo o presidente, Alckmin exerceu um papel importante como ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

“O Brasil nunca teve um ministro da indústria com a sua competência. É essa competência que faz você ser o meu vice.”

Lula ainda revelou que a aproximação entre os dois foi facilitada por uma conversa com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

“Se não fosse uma conversa que eu tive com Haddad, você não entraria na minha vida.”

Convenção oficializa candidatura

A candidatura foi homologada pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, que anunciou oficialmente o encerramento da convenção partidária.

Após a formalização, teve início o ato político que reuniu dirigentes, parlamentares e aliados da coligação.

Simone Tebet critica adversários

Durante o evento, a candidata ao Senado por São Paulo, Simone Tebet (PSB), criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o campo político adversário.

Segundo ela, a disputa presidencial contrapõe projetos diferentes de país, afirmando que o outro lado representa a extrema direita e defendendo que direitos das mulheres devem ser preservados.

Haddad exalta Lula

O candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, também discursou durante a convenção.

Ele afirmou que Lula é uma liderança reconhecida internacionalmente e defendeu que o Brasil mantenha uma postura de soberania diante de pressões externas.

Declaração repercute por histórico familiar

A frase “quem bate em mulher não vota em mim” repercutiu nas redes sociais porque foi associada ao caso envolvendo Luís Cláudio Lula da Silva, filho do presidente.

Em abril de 2024, a ex-companheira Natália Schincariol registrou boletim de ocorrência acusando Luís Cláudio de agressões físicas, psicológicas, verbais e morais. Ela também solicitou medidas protetivas com base na Lei Maria da Penha.

Na época, Luís Cláudio negou as acusações por meio de sua defesa, classificando-as como falsas e afirmando que apresentaria sua versão às autoridades competentes. O caso passou a ser tratado pela Justiça, e não há condenação definitiva relacionada às acusações.

A pergunta feita nas redes

Após a declaração do presidente, usuários nas redes sociais passaram a ironizar a frase, perguntando se ela se aplicaria também ao caso envolvendo seu filho.

A pergunta “Será que o filho dele vai votar no pai ou em outro candidato?” é uma ironia política que circulou entre internautas, mas não há qualquer informação pública sobre o voto de Luís Cláudio Lula da Silva, que é secreto por força da legislação brasileira.

Assim, qualquer afirmação sobre em quem ele votará seria mera especulação e não pode ser tratada como

Compartilhe nas suas redes sociais
Categorias
Tags