
Lula enfrenta rejeição recorde em São Paulo e perde até para substitutos de Bolsonaro, diz pesquisa
Levantamento do Paraná Pesquisas mostra petista atrás de Bolsonaro, Tarcísio e até Michelle em cenário eleitoral; desaprovação do governo atinge 62%
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) parece estar perdendo terreno em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país. Segundo levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta quinta-feira (10), Lula aparece atrás em todos os cenários testados para a eleição presidencial de 2026 — incluindo confrontos com Jair Bolsonaro, Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro e até Eduardo Bolsonaro.
No cenário em que Bolsonaro é incluído, mesmo inelegível, ele lidera com folga: tem 41,8% das intenções de voto, contra 29,3% de Lula. Outros nomes aparecem distantes — Ciro Gomes (8,9%), Ratinho Junior (6%), Ronaldo Caiado (2,4%) e Renan Filho (0,5%).
Sem Bolsonaro, a vantagem passa para o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que aparece com 37,1%, também à frente de Lula, que mantém os mesmos 29,1%. Ciro sobe ligeiramente para 9,2%; Ratinho Junior vai a 6,7%; Caiado a 2,7%; e Renan Filho, 1%.
Michelle e Eduardo também ameaçam Lula
A pesquisa testou cenários alternativos com a esposa e o filho do ex-presidente. Com Michelle Bolsonaro na disputa, ela surge tecnicamente empatada com Lula: 33,6% contra 29,8%. Já quando o candidato é o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Lula aparece com 30,1%, mas seguido de perto por Eduardo, com 27,6%.
Governo Lula tem desaprovação alta entre paulistas
Os números não param por aí. O mesmo levantamento mostra que 62,4% dos eleitores de São Paulo desaprovam o atual governo federal. Apenas 34,5% afirmaram aprovar a gestão. Quando a pergunta é sobre a avaliação direta do governo, 53,3% classificam como ruim ou péssimo, enquanto 23,6% consideram bom ou ótimo. Outros 21,8% dizem que o governo é regular, e 1,1% não soube ou não quis responder.
A pesquisa ouviu 1.680 eleitores em 84 municípios paulistas entre os dias 4 e 10 de julho. A margem de erro é de 2,4 pontos percentuais, com grau de confiança de 95%.