
Lula enfrenta Trump na ONU e dispara: democracia brasileira não está à venda
Presidente reage a sanções, critica ingerência externa e diz que soberania do Brasil não se negocia
No púlpito da ONU, em Nova York, Lula usou a abertura da Assembleia Geral para soltar um recado sem rodeios a Donald Trump: o Brasil não vai aceitar interferência estrangeira em seus assuntos internos. Em tom firme, o presidente afirmou que a democracia e a soberania brasileiras “são inegociáveis” e repudiou as recentes medidas unilaterais impostas pelos Estados Unidos contra autoridades do país.
Lula lembrou que, mesmo sob ataques e pressões externas, o Brasil resistiu para preservar sua democracia, conquistada com esforço após duas décadas de ditadura. O petista também citou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, ressaltando que ele teve amplo direito de defesa — um privilégio negado por regimes autoritários.
A fala foi um claro recado diante do cenário de tensão: Washington acaba de sancionar nomes próximos ao governo brasileiro, incluindo familiares de ministros do Supremo. Lula respondeu à altura, afirmando que “não há pacificação com impunidade” e que falsos patriotas seguem alimentando ações contra o país.
O encontro marcou o primeiro embate direto entre Lula e Trump em solo americano após a escalada da crise diplomática. A mensagem do brasileiro foi cristalina: se Trump tenta impor regras, Lula quer deixar claro que, no Brasil, quem dá a última palavra é o povo — e não a Casa Branca.