Lula fala bonito sobre o clima, mas age como se nada tivesse a ver com isso

Lula fala bonito sobre o clima, mas age como se nada tivesse a ver com isso

No palco da COP30, o presidente defende um mundo mais verde — enquanto o Brasil segue atolado em contradições, desmatamento e discursos reciclados.

Durante a abertura da COP30 em Belém, Lula fez seu show habitual: disse que “é mais barato cuidar do clima do que fazer guerra” e que o planeta vive um “momento de escolha”. Palavras bonitas, dignas de aplausos — mas que soam ocas diante da realidade de um governo que segue alimentando os mesmos vícios que destroem o meio ambiente.

Enquanto o presidente se apresenta como defensor da Amazônia diante dos líderes mundiais, a floresta segue sangrando. O discurso sobre “colocar as pessoas no centro da agenda climática” contrasta com o abandono das populações ribeirinhas, a falta de políticas reais de transição energética e a conivência com interesses que tratam o bioma como mercadoria.

Lula critica os “negacionistas”, mas ignora que, internamente, as promessas verdes do governo ficam no papel. A COP30 seria “a conferência da verdade”, mas o que se viu foi o mesmo roteiro de sempre: aplausos, palavras de efeito e uma floresta que segue pedindo socorro.

No fim, a sensação é a de sempre — Lula fala como se fosse um ambientalista convicto, mas governa como quem prefere as flores do palanque ao verde das árvores.

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