Lula foge do problema e vira as costas para o país em crise com os EUA, dizem governadores

Lula foge do problema e vira as costas para o país em crise com os EUA, dizem governadores

Tarcísio, Ratinho Jr. e Caiado acusam presidente de usar discurso ideológico para esconder falta de ação diante das tarifas impostas por Trump.

Diante do tarifaço imposto pelos Estados Unidos, o presidente Lula mais uma vez optou pelo palanque ao invés da diplomacia. Para os governadores Tarcísio de Freitas (SP), Ratinho Jr. (PR) e Ronaldo Caiado (GO), o governo simplesmente virou as costas para o problema real e preferiu vestir a fantasia da “soberania nacional” para não ter que encarar o peso das novas tarifas que podem prejudicar diretamente a economia do Brasil.

Durante um evento da XP Investimentos em São Paulo, os três governadores — todos vistos como possíveis candidatos à Presidência em 2026 — não economizaram nas críticas. Para Ratinho Jr., o governo Lula “não sabe para onde vai” e trata o confronto comercial com os EUA como se fosse uma brincadeira de rede social. “Outros países correram para negociar, mandar diplomatas, abrir diálogo. O Brasil ficou no discurso vazio e no teatro ideológico”, disse.

Tarcísio, que governa o estado mais afetado pelas tarifas, revelou que está buscando soluções por conta própria, acionando parlamentares e empresários americanos para tentar aliviar o impacto econômico. “Estamos tentando fazer o que o governo federal deveria ter feito desde o começo: dialogar com quem tem poder de decisão nos EUA”, afirmou. Segundo ele, Lula usa a crise como ferramenta eleitoral, dividindo ainda mais o país em vez de buscar uma saída concreta.

Caiado foi direto ao ponto e acusou o presidente de incompetência e despreparo: “Lula não quer resolver nada. Ele prefere fazer frases de efeito para agradar sua bolha ideológica. Cadê os ministros da Fazenda, do Planejamento? Não foram sequer ouvidos. Nem os governadores foram chamados para discutir. Ele governa com marqueteiro, não com técnicos.”

O goiano ainda ironizou o discurso de “soberania nacional” usado por Lula: “Quem é ele pra falar de soberania se aplaudiu a invasão da Ucrânia pela Rússia?”.

Enquanto isso, as tarifas de até 50% impostas por Trump entram em vigor em poucos dias, e o governo brasileiro continua patinando, preso a discursos genéricos e sem nenhuma proposta concreta para reverter a crise.

O silêncio e a omissão de Brasília contrastam com a urgência que o momento exige. E, ao que tudo indica, quem vai pagar a conta é o povo — mais uma vez.

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