
Lula na ONU: o calor não dá trégua, mas a diplomacia segue esfriando
Presidente brasileiro diz que bombas não barram aquecimento global e cobra reformas na ordem mundial
Na abertura da 80ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, Lula resolveu trocar as velhas metáforas de palanque por um alerta direto: o planeta está pegando fogo — literalmente. Segundo ele, “bombas e armas nucleares não vão nos proteger da crise climática”.
O presidente frisou que 2024 entrou para a história como o ano mais quente já registrado e avisou que a COP30, marcada para 2025 em Belém (PA), será “a COP da verdade”. Ou seja, nada de discursos vazios: será a hora de os líderes provarem se realmente se importam com o planeta ou se preferem seguir queimando o futuro.
Lula ainda puxou a orelha dos países ricos, lembrando que foram eles que passaram dois séculos soltando fumaça e agora querem empurrar a conta para os mais pobres. Para ele, não se trata de caridade, mas de “justiça climática”.
Além disso, o petista defendeu uma reforma global: um Conselho Climático dentro da ONU para fiscalizar compromissos ambientais e até uma reestruturação do Conselho de Segurança e da Organização Mundial do Comércio, que, segundo ele, parou no tempo.
No pacote de promessas, Lula anunciou a criação do Fundo Florestas Tropicais para Sempre, que remuneraria países que mantêm suas matas em pé. Também citou que o Brasil já reduziu pela metade o desmatamento, mas lembrou: sem condições de vida dignas na Amazônia, não haverá futuro sustentável.
Em resumo: Lula quis dizer que o termômetro do planeta já estourou o limite — e que, desta vez, não adianta culpar só o vizinho.