Lula, o mestre da autopromoção, ataca “cara de pau” enquanto esquece o próprio prontuário político

Lula, o mestre da autopromoção, ataca “cara de pau” enquanto esquece o próprio prontuário político

Em discurso recheado de autoelogios, presidente critica quem “muda o nome” de programas — mas ignora que sua gestão carrega mais escândalos que medalhas

Durante um evento em Brasília, nesta terça-feira (9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a vestir seu figurino favorito: o de grande benfeitor nacional. Entre uma piada e outra, Lula aproveitou a cerimônia que mudou as regras da CNH para desferir críticas a quem, segundo ele, tenta “apagar” as conquistas do governo federal.
Mas, como sempre, fez isso mirando nos outros — nunca no espelho.

Lula falou sobre polarização com aquele tom professoral de quem tenta ensinar paz ao mundo, enquanto seus aliados e adversários trocam farpas diárias. Usou Geraldo Alckmin como exemplo de reconciliação política, como se fosse prova de maturidade — quando todos sabem que, na real, foi um casamento de conveniência, daqueles que só acontecem quando o poder chama.

Mas o ponto alto (ou baixo, dependendo da honestidade intelectual) veio quando Lula decidiu exaltar seus “feitos” e criticar quem não dá crédito ao governo:

“Tem gente que muda até o nome do Minha Casa, Minha Vida”, reclamou, chamando os críticos de “cara de pau”.

É curioso ouvir Lula falar em cara de pau num país que ainda lembra das intermináveis manchetes envolvendo corrupção, dinheiro em mala, petrolão, mensalão e tantos outros capítulos pouco honrosos de governos petistas — e que, apesar das tentativas de maquiagem, continuam na memória de quem paga imposto.

No discurso, Lula tentou vender a ideia de que sua gestão é um mosaico de grandes conquistas injustiçadas. Mas o que de fato tem marcado seu governo são crises políticas, economia estagnada, escândalos internos, insegurança crescendo e promessas que evaporam tão rápido quanto as frases de efeito que ele solta nos palanques.

Ao acusar outros de rebatizar programas, Lula tenta blindar sua marca como se fosse patrimônio nacional. É quase irônico: o presidente que se considera autor de tudo que funciona no país jamais menciona os erros, tropeços e casos que puxam sua imagem para baixo.

Assim, o discurso vira mais um capítulo de autopromoção — daqueles que tentam fazer brilhar o que está opaco e esconder o que realmente incomoda: um governo que patina, um presidente que insiste em romantizar seu legado e uma narrativa que já não convence como antes.

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