
Lula planeja ir a Juiz de Fora após chuvas deixarem quase 60 mortos em Minas Gerais
Presidente estuda visita à Zona da Mata mineira depois de tragédia causada por temporais; governo federal já reconheceu estado de calamidade
Diante da devastação provocada pelas fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata de Minas Gerais nos últimos dias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a avaliar uma visita à região nos próximos dias. Os temporais deixaram um rastro de destruição e, até o momento, provocaram 59 mortes — sendo 53 em Juiz de Fora e outras seis em Ubá.
A viagem ainda não foi oficialmente confirmada, mas a articulação no Planalto é para que Lula vá ao menos a Juiz de Fora no próximo sábado, acompanhado por uma comitiva de ministros. A cidade é administrada pela prefeita Margarida Salomão, aliada histórica do presidente.
As imagens de casas soterradas, ruas destruídas e famílias desalojadas aceleraram a movimentação do governo federal. Na terça-feira, durante uma escala da viagem oficial à Ásia, em Abu Dhabi, Lula entrou em contato direto com a prefeita para prestar solidariedade e oferecer apoio institucional. Pouco depois, o governo reconheceu oficialmente o estado de calamidade pública no município, o que permite a liberação mais rápida de recursos federais.
No mesmo dia, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, esteve em Juiz de Fora para acompanhar de perto as ações emergenciais, avaliar os danos e coordenar a resposta do governo federal ao desastre.
A possível visita presidencial tem dois objetivos principais: demonstrar solidariedade às vítimas e alinhar, no local, as medidas de reconstrução e assistência às famílias afetadas. Auxiliares do Planalto avaliam que a presença de Lula pode ajudar a destravar recursos, acelerar obras emergenciais e reforçar a atuação conjunta entre União, estado e municípios.
Enquanto isso, equipes da Defesa Civil seguem trabalhando no resgate, no atendimento aos desabrigados e na avaliação de áreas de risco. A tragédia reacende o alerta para a vulnerabilidade de regiões urbanas diante de eventos climáticos extremos, cada vez mais frequentes, e pressiona autoridades por ações estruturais que vão além da resposta imediata à crise.
Nos bastidores, a expectativa é que a decisão final sobre a viagem seja tomada nas próximas horas, a depender das condições climáticas e do avanço das operações de emergência.