Lula vai à Favela do Moinho, Habitação vira vitrine eleitoral

Lula vai à Favela do Moinho, Habitação vira vitrine eleitoral

Presidente e governador disputam protagonismo em ações habitacionais, em meio a movimentos de bastidores que já miram a corrida presidencial de 2026.

Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anuncia uma nova ação habitacional para quase 900 famílias da Favela do Moinho, em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) segue seu próprio roteiro: entrega 120 apartamentos populares no ABC paulista e reforça sua agenda no interior do estado.

Ambos têm algo em comum — além da pauta da moradia popular —: são apontados como possíveis candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. Lula, aos 79 anos, diz que só entra na disputa se estiver com saúde; Tarcísio, por sua vez, aguarda um aceno do ex-presidente Jair Bolsonaro para entrar no jogo.

A visita de Lula à Favela do Moinho, marcada para esta quinta-feira (26), é parte de um acordo entre os governos federal e estadual, que prevê até R$ 250 mil por família para compra de moradia — sendo R$ 180 mil da União e R$ 70 mil do Estado. O foco são famílias com renda de até R$ 4,7 mil mensais.

Apesar da parceria, Tarcísio não estará ao lado de Lula. Oficialmente, o governador cumpre compromissos em São Bernardo do Campo e Lagoinha. Nos bastidores, comenta-se que a escolha inicial do Armazém do Campo — um espaço ligado ao MST — para sediar o evento incomodou aliados bolsonaristas e influenciou na ausência do governador, mesmo após a mudança do local para dentro da favela.

Dentro do PT, a visita é estratégica. A sigla considera São Paulo uma peça-chave para o sucesso eleitoral em 2026, especialmente após sinais de queda na popularidade de Lula. Já Tarcísio, que vem se fortalecendo com entregas constantes de moradias, aproveita cada inauguração como uma vitrine para consolidar sua imagem de gestor técnico e eficiente.

Na véspera da ida de Lula à Favela do Moinho, o ministro Márcio Macêdo esteve no local para dialogar com os moradores. Ele coordena a articulação do Planalto com os movimentos sociais e reforçou o compromisso do governo com as pautas populares.

Também devem participar do evento os ministros Jader Filho (Cidades) e Esther Dweck (Gestão). Com isso, o governo federal busca dar visibilidade a ações concretas, numa disputa silenciosa, mas evidente, por corações, mentes — e votos — de 2026.

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