
Maduro antecipa início do Natal na Venezuela para 1º de outubro
Em programa ao vivo, presidente afirma que a medida é uma forma de garantir o direito à alegria, mesmo em meio a crises econômicas e tensões internacionais
Mesmo enfrentando problemas econômicos graves, sanções internacionais e a crescente presença militar dos Estados Unidos no Caribe, o presidente Nicolás Maduro anunciou novamente a antecipação das festas de Natal na Venezuela para 1º de outubro.
O anúncio foi feito durante a 90ª edição do programa Con Maduro+, espécie de talk show do presidente, em que ele afirmou que ninguém poderá tirar do povo venezuelano o direito à felicidade e à celebração do Natal.
“É um ano bom, bonito, de avanços em todas as áreas da vida social, cultural, política, econômica e científica”, disse Maduro. Segundo ele, durante visitas a bairros periféricos de Caracas no fim de semana, percebeu que a alegria permanecia nas ruas, com concertos e bailes populares.
O presidente destacou que a antecipação é uma maneira de defender o direito à alegria: “Nada e ninguém nesse mundo vai tirar o direito à felicidade, à vida e à alegria”, afirmou. Aproveitou também para criticar o que chamou de atos de imperialismo, lembrando episódios históricos como a presença de navios britânicos em 1902 e ataques de submarinos alemães em 1942, reforçando que na época a Venezuela ainda era um “protetorado petrolífero”.
Após o anúncio, o cantor venezuelano Omar Enrique divulgou em suas redes sociais que o país se prepara para uma temporada de música, festas e apresentações culturais que vai de 1º de outubro a 1º de janeiro. “A Venezuela está pronta para rumba, paz, alegria e amor. Vamos anunciar artistas internacionais, nacionais e regionais que se apresentarão em todo o país”, disse o artista.
Antecipar o Natal já virou tradição do governo bolivariano. Em 2019, as festividades começaram em 1º de novembro, em 2020 em 15 de outubro, em 2021 em 4 de outubro, e no ano passado, novamente, no 1º de outubro. A medida é vista por críticos como uma forma de desviar a atenção da população dos problemas internos, como crises econômicas e políticas.