
Maduro reage à pressão dos EUA e envia 15 mil soldados para a fronteira com a Colômbia
Regime chavista intensifica militarização após navios de guerra americanos se aproximarem do Caribe
O governo de Nicolás Maduro decidiu reforçar a fronteira com a Colômbia com o envio de 15 mil militares, em mais um capítulo de tensão que envolve Caracas, Bogotá e Washington. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (25) pelo ministro do Interior, Justiça e Paz, Diosdado Cabello, considerado o braço direito do líder venezuelano.
Segundo Cabello, o objetivo declarado da operação é o combate ao tráfico de drogas. Ele destacou que mais de 70% das drogas que chegam à Venezuela são apreendidas pelo Estado. Para isso, serão usados drones, barcos, aeronaves e outros veículos militares. “A Venezuela não será um território para o narcotráfico”, afirmou em tom de desafio.
Pressão crescente dos Estados Unidos
A decisão de Maduro acontece logo após os Estados Unidos enviarem três navios de guerra para o Caribe, em um gesto que aumentou a pressão internacional contra o regime chavista. O governo de Donald Trump, além disso, já havia colocado recompensas milionárias pela captura das principais lideranças da Venezuela: US$ 25 milhões por Cabello e US$ 50 milhões por Maduro.
Autoridades americanas também acusam o ditador de manter vínculos diretos com gangues e cartéis internacionais, como o Tren de Aragua, o Cartel de los Soles e até o mexicano Cartel de Sinaloa. A procuradora-geral da gestão Trump, Pam Bondi, chegou a classificá-lo como “um dos maiores traficantes de drogas do mundo”.
Mobilização interna
Na semana passada, em resposta à pressão externa, Maduro havia convocado 4,5 milhões de membros da Milícia Bolivariana, numa tentativa de mostrar força e apoio interno. Durante o fim de semana, novos integrantes foram alistados, e o ditador prometeu abrir uma nova rodada de recrutamento nos dias 29 e 30.