Maioria dos brasileiros liga o governo Lula às fraudes no INSS, aponta pesquisa

Maioria dos brasileiros liga o governo Lula às fraudes no INSS, aponta pesquisa

Uma nova pesquisa do Ibespe revela um dado incômodo para o Planalto: mais da metade dos brasileiros (53,1%) acredita que o governo Lula tem algum tipo de envolvimento nos desvios do INSS, esquema que vem prejudicando aposentados em todo o país com descontos irregulares.

Segundo o levantamento, apenas 31% discordam dessa ligação, enquanto 16% preferiram não opinar ou não souberam responder.

O dado mais curioso é que a desconfiança não se restringe a eleitores de Jair Bolsonaro. Entre aqueles que não votaram nem em Lula nem no ex-presidente, o percentual de quem vê relação entre o governo petista e as fraudes sobe para 55,1% — quase o mesmo índice da média nacional. Nesse grupo, só 20,3% acreditam na inocência do governo, e 24,6% ficaram em dúvida.

Evangélicos e idosos mostram percepções opostas

Entre os evangélicos, a desconfiança é ainda mais alta: 66,2% afirmam que o governo Lula está, de alguma forma, ligado ao esquema, enquanto 18,7% discordam e 15% não souberam responder.

Já entre os idosos, o cenário se inverte. Na faixa dos 60 anos ou mais, a maioria (52,1%) não acredita que o governo tenha participação nos desvios do INSS. Outros 29,7% acham que há, sim, envolvimento, e 18,2% não souberam responder.

A pesquisa ouviu 1.012 pessoas entre 1º e 4 de outubro, com margem de erro de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos.

CPMI do INSS: desconfiança e espetáculo político

O levantamento também perguntou se os entrevistados estão acompanhando a CPMI do INSS, criada no Congresso para investigar as fraudes. Mais da metade (55%) afirma estar acompanhando as sessões, enquanto 41% não têm interesse e 3,2% não souberam responder.

Entre os idosos, o interesse é bem maior: 73,1% acompanham os trabalhos da CPMI, contra apenas 24,2% que dizem ignorar as reuniões.

Mas, longe das promessas de apuração séria, a comissão tem servido, segundo o Estadão, para outra finalidade: parlamentares transformam as sessões em palco de autopromoção, usando vídeos, frases de efeito e provocações para aumentar o engajamento nas redes sociais — enquanto o rombo nas aposentadorias segue sem solução.

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