
Maquiador de Michelle Bolsonaro alfineta Erika Hilton por ter ex-maquiadores na equipe parlamentar
Deputada afirma que assessores atuam em funções administrativas e nega qualquer gasto público com maquiagem
O maquiador Agustin Fernandez, conhecido por atender Michelle Bolsonaro, usou as redes sociais nesta terça-feira (24) para provocar a deputada Erika Hilton (PSOL-SP). A crítica surgiu após a revelação de que dois assessores do gabinete da parlamentar já trabalharam como maquiadores profissionais.
Agustin compartilhou uma imagem de um evento em que atuou como voluntário e escreveu:
“Tudo 0800, sempre! Nem Jair Bolsonaro nem Michelle jamais usariam dinheiro público para maquiagem.”
Em outro post mais ácido, ironizou:
“Cliente: Quanto custa para transformar um rosto de peão em família burguesa americana?”
Maquiador: “R$ 10 mil de dinheiro público.”
A provocação veio após viralizar a informação de que Erika Hilton tem, entre seus 14 secretários parlamentares, dois com passagem pelo setor de beleza. A deputada esclareceu que ambos hoje atuam em atividades administrativas e de comunicação no mandato, como produção de conteúdo, organização de eventos e apoio direto.
“Conheci os dois como maquiadores, vi outros talentos e os convidei para trabalhar comigo. Se por acaso eles me maquiam em eventos, eu dou os créditos. Mas se não fizessem, continuariam sendo meus secretários normalmente”, disse Hilton em nota oficial.
Ela frisou que as contratações foram feitas dentro das regras da Câmara, que proíbe o uso de verba pública para serviços de maquiagem pessoal. A contratação de secretários parlamentares é permitida para funções de apoio legislativo, administrativo e de comunicação.
O episódio gerou repercussão nas redes sociais, especialmente entre apoiadores do ex-presidente Bolsonaro, que usaram a situação para criticar a gestão de recursos públicos no Congresso. Hilton, por sua vez, classificou a polêmica como tentativa de deslegitimar seu trabalho parlamentar com ataques misóginos e transfóbicos.