Menino de 11 anos espalha medo em Saquarema: “Estamos reféns”, dizem moradores

Menino de 11 anos espalha medo em Saquarema: “Estamos reféns”, dizem moradores

Com histórico de agressões e vandalismo, criança diagnosticada com distúrbio psiquiátrico volta a causar tumulto em supermercado; por ter menos de 12 anos, não pode ser punida criminalmente.

Uma sequência de episódios violentos envolvendo um menino tem tirado o sossego de moradores e comerciantes de Saquarema, na Região dos Lagos do Rio. Na última segunda-feira (14), o garoto voltou a protagonizar um momento de caos, dessa vez dentro de um supermercado no bairro Bacaxá, onde derrubou mercadorias, jogou objetos nos clientes e ainda ameaçou os funcionários.

A Polícia Militar foi acionada e confirmou o tumulto. O Conselho Tutelar também esteve no local e levou a criança de volta para casa — um desfecho que vem se repetindo em outros casos e que tem gerado indignação por parte da população.

Nas redes sociais, moradores relataram outros comportamentos preocupantes: o menino já teria agredido uma mulher grávida, danificado uma viatura da PM e até tentado pegar a arma de um policial. O garoto, segundo familiares, foi diagnosticado com Transtorno Opositivo Desafiador (TOD), condição que se manifesta por atitudes hostis e desafiadoras contra figuras de autoridade.

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), por ter menos de 12 anos, o menino não pode responder criminalmente pelos atos. A única medida legal possível é o encaminhamento ao Conselho Tutelar, que aplica medidas de proteção — o que, para comerciantes e moradores, tem sido insuficiente diante da gravidade dos casos.

“O sentimento é de impotência. A gente não sabe mais o que fazer. Estamos reféns de uma criança que parece fora de controle”, desabafou uma comerciante que preferiu não se identificar.

A situação tem alimentado um debate delicado na cidade: até que ponto o sistema de proteção à infância está preparado para lidar com casos em que há risco real à segurança pública? Enquanto isso, o medo persiste, e o menino segue circulando pelas ruas de Saquarema, com a cidade em alerta.

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