
Michelle Bolsonaro reage a ataque na Austrália e cobra solidariedade oficial ao povo judeu
Ex-primeira-dama associa massacre a discurso de ódio e questiona silêncio de autoridades brasileiras
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) usou as redes sociais neste domingo (14) para comentar o ataque a tiros ocorrido na Austrália, que deixou 12 mortos durante uma celebração judaica. Em sua manifestação, ela fez críticas diretas ao que chamou de incentivo ao ódio e cobrou um posicionamento público de autoridades brasileiras diante da tragédia.
Segundo Michelle, a violência que atingiu o evento estaria ligada a um ambiente de intolerância alimentado por setores da esquerda. Ela afirmou que o mesmo discurso que, segundo ela, fomenta hostilidade contra judeus também teria sido usado contra cristãos, contra o ativista Charlie Kirk e contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A ex-primeira-dama também declarou que a morte de pessoas inocentes seria consequência do que classificou como uma “lavagem cerebral comunista”. Em tom de alerta, questionou se integrantes do primeiro escalão do governo federal iriam se pronunciar com solidariedade à comunidade judaica.
“Resta saber se as autoridades do primeiro escalão irão se manifestar com a devida solidariedade ao povo judeu, diante desse terrível massacre”, escreveu.
Ao encerrar sua mensagem, Michelle Bolsonaro fez um apelo direto à população brasileira, afirmando que o país precisa reagir. “Acorda, Brasil! Caminhamos a passos largos rumo ao abismo”, concluiu.
O ataque ocorreu na praia de Bondi, em Sydney, durante a celebração do Hanukkah, e mobilizou uma grande operação de emergência. Segundo as autoridades locais, um dos suspeitos foi baleado e está em estado crítico, enquanto outro foi preso. O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, classificou o episódio como um ato de antissemitismo e terrorismo, prometendo combate firme ao ódio e à violência.