Michelle Bolsonaro sela apoio a Efraim Filho e fortalece oposição ao governo Lula na Paraíba

Michelle Bolsonaro sela apoio a Efraim Filho e fortalece oposição ao governo Lula na Paraíba

Ex-primeira-dama participa de evento político e impulsiona aliança entre União Brasil e PL; senador rompe de vez com o governo e entrega cargos federais

Durante a inauguração da nova sede do PL na Paraíba, nesta sexta-feira (25), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deu mais um passo no fortalecimento do bolsonarismo nos estados. Ao lado do senador Efraim Filho (União Brasil), ela oficializou apoio à pré-candidatura dele ao governo estadual e celebrou a união entre os dois partidos — PL e União — como um novo marco de oposição ao governo federal no Nordeste.

Logo após o evento, Efraim anunciou que devolveu os cargos federais que havia indicado no estado, selando seu rompimento com o governo Lula. Segundo ele, as nomeações feitas na Codevasf e nos Correios eram técnicas, mas já estão “à disposição”.

“O governo nomeia, o governo exonera. Esses cargos estão entregues”, declarou o senador à rádio CBN João Pessoa, em tom de despedida do Palácio do Planalto.

No palanque, Michelle discursou diante de uma plateia de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e não poupou elogios ao novo aliado.

“A Paraíba vai escrever um novo capítulo com Efraim no governo e com Queiroga no Senado. São homens que entendem que a política serve para transformar vidas”, afirmou, sob aplausos entusiasmados.

Além de Michelle, também esteve presente o ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga, que agora é pré-candidato ao Senado na chapa liderada por Efraim. A nova aliança marca a entrada formal do União Brasil no bloco de oposição no estado, hoje governado por João Azevêdo (PSB).

Críticas ao STF e alfinetadas no governo Lula

Efraim aproveitou o momento para acenar ao eleitorado conservador e disparar críticas ao Supremo Tribunal Federal. Em uma fala carregada de insatisfação, ele comparou o tratamento dado a Jair Bolsonaro com o de investigados da Lava Jato.

“É revoltante ver o Bolsonaro sendo punido e o responsável por escândalos como o da Lava Jato andando livre por aí”, disse, em referência implícita a Lula, subindo o tom contra o presidente.

A movimentação política teve resposta imediata de setores da esquerda. Dirigentes do PT, que até pouco tempo viam Efraim como possível aliado em Brasília, reagiram com ironia. O secretário estadual da Juventude do PT, Pedro Matias, alfinetou:

“Na Paraíba, a gente aprende que homem toma partido: ou fica com o governo ou assume a oposição. Esse foguete aí parece ser flex.”

União Brasil se distancia do Planalto

Efraim Filho lidera o União Brasil no Senado, partido que, apesar de ocupar três ministérios no governo federal, vem dando sinais de distanciamento. A presença de Michelle e a união com o PL reforçam esse movimento, sobretudo em estados estratégicos.

No plano nacional, o União Brasil avalia alternativas à reeleição de Lula em 2026. Entre as possibilidades estão o governador Ronaldo Caiado (GO), que se coloca como opção de centro-direita, e uma eventual aliança com o PP e os Republicanos para apoiar um nome ligado ao bolsonarismo — como Tarcísio de Freitas ou até mesmo alguém da família Bolsonaro. Neste cenário, o União já mira a vice na futura chapa.

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