
Milícia islâmica massacra centenas de cristãos na Nigéria
Ataque em comunidades rurais no estado de Plateau deixa cerca de 200 mortos — vítimas foram surpreendidas em suas casas e igrejas
Na região central da Nigéria, ataques brutais perpetrados por milícias — apontadas como pastores fulani — ocasionaram uma onda de massacre em cerca de 17 comunidades rurais dos distritos de Bokkos e Barkin Ladi. Entre os dias 23 e 25 de dezembro de 2023, aproximadamente 200 pessoas foram assassinadas e mais de 500 ficaram feridas. As vítimas, em sua maioria cristãs, foram surpreendidas em suas casas, vilarejos e igrejas, muitas vezes sendo mortas enquanto celebravam cerca do período natalino.
A violência é parte de uma disputa mais ampla entre milícias dominadas por extremistas islâmicos — incluindo facções do Boko Haram, o Estado Islâmico na África Ocidental (ISWAP) e pastores fulani armados — e comunidades cristãs que habitam o chamado “Cinturão Médio” da Nigéria.
Esses ataques intensificam um padrão alarmante no país: estima-se que milhares de cristãos tenham sido mortos por extremistas islâmicos no norte e centro-norte, tornando a Nigéria um dos lugares mais letais para a fé cristã globalmente.
Organizações de direitos humanos, como a Portas Abertas e a Amnistia Internacional, alertaram sobre a exploração da terra e a motivação religiosa por trás dessas ações, pedindo investigação independente e proteção às vítimas. O governo nigeriano respondeu com operações militares na área, mas os moradores relatam que a resposta foi lenta, permitindo que os ataques continuassem por horas.
Panorama Rápido 👇
| Aspecto | Detalhe |
|---|---|
| Quem atacou | Milícias islâmicas — Fulani armados e afiliados ao Boko Haram/ISWAP |
| Onde | Estado de Plateau, distritos de Bokkos e Barkin Ladi |
| Quando | 23 a 25 de dezembro de 2023 |
| Resultados | ~200 mortos, 500 feridos, destruídas igrejas e residências |
| Reação internacional | ONU, UE e EUA condenaram, pediram investigação e apoio |
| Resposta local | Operação militar enviada ao local após demora |
A Nigéria vive um ciclo contínuo de violência sectária, com comunidades cristãs sendo alvos regulares de ataques graves. A histórica falta de proteção às minorias religiosas expõe tanto a fragilidade das instituições locais quanto a urgência de uma ação internacional frente ao risco de limpeza étnica por motivações religiosas.