
đ Conta de Luz Mais Cara: Congresso Ignora Lula e ImpĂ”e R$ 197 BilhĂ”es Ă População
Senadores e deputados, inclusive da base governista, derrubaram vetos de Lula e aprovaram medidas que podem encarecer a energia elĂ©trica em atĂ© 3,5% atĂ© 2050 â mesmo sem necessidade de consumo.
Prepare o bolso: o Congresso Nacional decidiu, nesta terça-feira (17), impor uma conta bilionåria ao povo brasileiro. Em uma sessão conjunta, deputados e senadores derrubaram vetos do presidente Lula (PT) a trechos do chamado Marco Regulatório da Energia Offshore. A decisão pode encarecer a conta de luz em até 3,5% até 2050, segundo estimativas do setor.
O maior impacto vem da obrigatoriedade de contratar energia de Pequenas Centrais HidrelĂ©tricas (PCHs), alĂ©m de usinas de hidrogĂȘnio no Nordeste e parques eĂłlicos no Sul â mesmo quando nĂŁo hĂĄ necessidade de consumo. TambĂ©m foi aprovada a extensĂŁo de contratos do programa Proinfra, que incentiva fontes alternativas de energia. Tudo isso pode gerar um rombo de R$ 197 bilhĂ”es no bolso dos consumidores, conforme cĂĄlculos da Abrace, associação que representa os grandes consumidores de energia.
A decisĂŁo nĂŁo partiu apenas da oposição: partidos da prĂłpria base aliada de Lula â como PT, MDB e PSD â ajudaram a enterrar os vetos. No Senado, 48 parlamentares votaram a favor da medida, enquanto apenas 12 tentaram manter o veto presidencial. JĂĄ na CĂąmara, 347 deputados disseram âsimâ ao aumento da conta de luz, contrariando qualquer lĂłgica de defesa do consumidor ou compromisso com o orçamento das famĂlias brasileiras.
Entre os senadores que votaram contra o veto, estão nomes do PT como Jaques Wagner (BA), Humberto Costa (PE) e Fabiano Contarato (ES), além de aliados tradicionais do governo, como Renan Calheiros (MDB-AL) e Omar Aziz (PSD-AM).
A contradição Ă© gritante: no discurso, os polĂticos dizem lutar contra impostos. Na prĂĄtica, aprovam medidas que funcionam como uma âtaxa invisĂvelâ, que virĂĄ diluĂda nas contas mensais de luz por dĂ©cadas. Pior: trata-se de uma energia que pode nem ser usada, contratada apenas por imposição polĂtica.
Essa decisĂŁo, tomada por parlamentares de quase todos os partidos, representa uma fatura que serĂĄ cobrada de forma silenciosa, mĂȘs apĂłs mĂȘs, da população â enquanto BrasĂlia segue iluminada, sem pagar a conta real das suas escolhas.