Moraes afrouxa regras e libera visitas de aliados políticos a Bolsonaro em prisão domiciliar

Moraes afrouxa regras e libera visitas de aliados políticos a Bolsonaro em prisão domiciliar

Além de filhos e netos, ex-presidente poderá receber Tarcísio, Celina Leão e deputados do PL, com aval do ministro do STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou uma nova rodada de visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em sua casa no Jardim Botânico, em Brasília. A decisão mais recente liberou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para visitar Bolsonaro nesta quinta-feira (7).

Outros aliados políticos também receberam permissão para encontrá-lo, desde que em dias úteis e no intervalo das 10h às 18h. Na lista estão a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, que vai à casa de Bolsonaro nesta sexta-feira (8); o empresário Renato de Araújo Corrêa, na segunda-feira (11); e os deputados Junio Amaral (PL-MG), Marcelo Moraes (PL-RS) e Luciano Zucco (PL-RS), nos dias seguintes.

Essas visitas foram previamente solicitadas e contaram com a anuência da defesa do ex-presidente, que não se opôs. Celina Leão, por exemplo, alegou que pretendia visitar a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, com quem mantém relação próxima.

No dia anterior, Moraes já havia autorizado a entrada de familiares de Bolsonaro — como filhos, netos e cunhadas — sem a necessidade de pedir permissão prévia à Justiça.

A prisão domiciliar foi determinada na segunda-feira (4) após Moraes entender que Bolsonaro desrespeitou a medida cautelar que o proibia de usar redes sociais, ao permitir — supostamente — que publicações fossem feitas nos perfis de seus filhos, Carlos, Eduardo e Flávio Bolsonaro.

Em resposta, os advogados do ex-presidente recorreram da decisão, alegando que Bolsonaro não teve qualquer participação nas postagens e que sequer sabia da existência delas. A defesa também sustentou que as mensagens não configuram crime, tratando-se apenas de uma saudação aos apoiadores, e criticou o que chamou de “antecipação do cumprimento de pena”.

Inicialmente, o recurso será analisado pelo próprio Alexandre de Moraes. Caso ele recuse, a contestação poderá ser levada à Primeira Turma do STF, que inclui os ministros Cristiano Zanin, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

Atualmente, Bolsonaro responde a diversas investigações na Suprema Corte. A mais avançada é a que o acusa de liderar uma tentativa de golpe de Estado após ser derrotado nas urnas. A defesa, por sua vez, nega qualquer envolvimento em articulações golpistas.

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