Moraes defende sua atuação e rejeita pedidos das defesas em julgamento da trama golpista

Moraes defende sua atuação e rejeita pedidos das defesas em julgamento da trama golpista

Ministro do STF critica questionamentos, mantém delação de Mauro Cid e ironiza contagem de perguntas feita por advogados

O ministro Alexandre de Moraes, relator do processo que apura a trama golpista, usou seu voto nesta terça-feira (9) para validar sua própria conduta no caso e, de quebra, rebater os questionamentos feitos pelas defesas dos réus.

Logo de início, rejeitou as chamadas questões preliminares, como o pedido de anulação da delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. Ele destacou que o fato de a colaboração ter sido dividida em vários depoimentos não significa contradição, e sim uma estratégia da Polícia Federal para organizar os temas.

Moraes deixou claro que possíveis omissões de Cid podem até reduzir seus benefícios, mas não anulam o acordo. “Eventuais omissões não acarretam nulidade da delação”, frisou.

O ministro também ironizou críticas sobre o número de perguntas que fez durante os interrogatórios. Para ele, a ideia de que o juiz deve “se comportar como uma samambaia” não faz sentido no sistema acusatório. “O juiz não só pode, como deve fazer perguntas”, disse.

Além disso, Moraes rejeitou pedidos ligados à participação das defesas em interrogatórios de outros réus e afastou a alegação de nulidade na acareação entre Mauro Cid e o general Walter Braga Netto, cuja gravação havia sido contestada.

No balanço do dia, sua posição foi clara: nenhum dos argumentos apresentados até agora foi suficiente para alterar o rumo do processo.

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