Moraes exalta força do Judiciário enquanto alerta: “Os ataques não vão parar”

Moraes exalta força do Judiciário enquanto alerta: “Os ataques não vão parar”

Ministro diz que Justiça brasileira é a mais robusta do mundo, mas precisa reforçar proteção diante de ofensivas constantes

Durante o 19º Encontro Nacional do Poder Judiciário, promovido pelo CNJ nesta terça-feira (2), Alexandre de Moraes voltou a levantar a bandeira da defesa das instituições. Numa fala marcada por firmeza — e um certo tom de alerta — o ministro do STF afirmou que o Judiciário brasileiro é hoje “o mais forte do mundo” entre as cortes constitucionais, justamente por não depender de eleições, pressões externas ou financiamento privado.

Segundo Moraes, essa independência que fortalece a Justiça também a transforma em alvo. Ele destacou que ataques organizados por grupos políticos e econômicos se tornaram permanentes e não devem desaparecer tão cedo. Para ele, isso exige do país uma atenção redobrada: “A segurança institucional passa por medidas que reforcem a independência do Poder Judiciário”, disse.

Uma fala que antecede uma decisão importante

A declaração de Moraes ocorreu na véspera da liminar assinada pelo ministro Gilmar Mendes, que mudou as regras para pedidos de impeachment contra ministros do STF. A decisão determina que:

  • somente a PGR pode apresentar denúncias;
  • o Senado só pode abrir processo com apoio de dois terços dos parlamentares;
  • decisões judiciais não podem ser usadas como motivo para acusação.

É uma mudança que, na visão dos críticos, cria uma espécie de blindagem. Para Moraes, no entanto, faz parte da proteção necessária num ambiente de ataques coordenados.

Desinformação e ofensivas globais

O ministro também citou campanhas de deslegitimação que, segundo ele, não são exclusivas do Brasil. “Os ataques permanentes à independência do Poder Judiciário não vão cessar”, afirmou, lembrando casos internacionais de deterioração institucional, como Hungria e Polônia. Para ele, o Brasil resistiu onde outros países cederam.

Moraes comentou ainda sua participação no encontro mundial das Cortes Constitucionais, que reuniu representantes de 122 países. Segundo seu relato, autoridades de lugares como Canadá, Finlândia, Japão e Singapura demonstraram conhecer os ataques ao STF e elogiaram a resistência das instituições brasileiras diante de governos de perfil “extremista”.

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