
Moraes mantém prisão de duas idosas com graves problemas de saúde, apesar de apelos da defesa
Ministro do STF revoga prisão domiciliar e ordena retorno ao regime fechado de mulheres de 74 e 72 anos, sob a justificativa de descumprimento de medidas cautelares
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a determinar a prisão em regime fechado de duas idosas de 74 e 72 anos, que até então cumpriam prisão domiciliar. As mulheres, réus no inquérito dos atos de 8 de janeiro de 2023 e declaradas apoiadoras do ex-presidente Jair Bolsonaro, enfrentam sérios problemas de saúde.
De acordo com a decisão de Moraes, elas teriam desrespeitado medidas cautelares impostas. No entanto, o advogado que as representa, Jayson França, explicou que as supostas violações ocorreram devido a falhas técnicas nas tornozeleiras eletrônicas — problemas já comunicados anteriormente à Justiça.
As idosas são Iraci Nagoshi e Vildete Guardia, ambas com diversas comorbidades confirmadas por laudos médicos. Vildete sofre de trombose e distúrbios neurológicos e, antes mesmo da prisão domiciliar, já precisava de cadeira de rodas para se locomover. Desde a última segunda-feira (14), ela está recolhida no Presídio Feminino de Santana, em São Paulo.
Iraci, por sua vez, tem um quadro clínico delicado, com diagnóstico de depressão, diabetes, distúrbio renal e trombose, e sofreu recentemente uma queda que agravou seu estado de saúde.
Mesmo diante da idade avançada, das condições médicas e das justificativas apresentadas, Moraes manteve a decisão pelo retorno das duas ao regime fechado, causando indignação entre defensores dos direitos humanos e familiares.
Esse episódio ocorre em meio a um cenário tenso no Supremo, com outras decisões polêmicas e repercussões internacionais, enquanto a sociedade acompanha atentos os desdobramentos jurídicos e políticos em torno dos investigados.