
Moro acusa Lula de hipocrisia por vetar projeto que ele mesmo rejeitou no Congresso
Presidente barrou proposta que ampliaria número de deputados, e senador critica manutenção de 39 ministérios: “Quer enganar o povo”
O senador Sergio Moro (União-PR) não poupou palavras ao comentar, nesta quinta-feira (17/7), o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto que aumentaria de 513 para 531 o número de deputados federais. Em publicação nas redes sociais, Moro chamou Lula de “hipócrita” e disse que o governo finge se preocupar com os gastos públicos enquanto sustenta 39 ministérios — “vários inúteis”, segundo ele.
Curiosamente, Moro foi contra o projeto desde o início, e fez questão de lembrar isso:
“Lula veta o aumento do número de deputados federais, enquanto mantém, com hipocrisia, 39 ministérios, vários inúteis, em seu governo. Tente enganar o povo, pois sabemos que o controle de despesas não é pauta deste governo. Ps.: votei contra o aumento do número de deputados”, escreveu o senador na rede X.
O projeto vetado por Lula havia sido aprovado no Congresso e previa não apenas o aumento no número de parlamentares, mas também regras para redistribuição das vagas entre os estados e o Distrito Federal.
A decisão de barrar a proposta foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta. De acordo com o governo, o veto teve respaldo da Advocacia-Geral da União (AGU) e dos ministérios da Justiça, Fazenda, Planejamento e Orçamento. Todos os órgãos consultados se posicionaram contra a mudança.
“Contrário ao interesse público”
No documento enviado ao Congresso, Lula alegou que o projeto é inconstitucional e desrespeita o interesse público. Segundo o texto, a proposta aumentaria gastos obrigatórios sem apresentar estimativas de impacto, fontes de custeio ou medidas de compensação — o que, para o governo, viola tanto a Constituição quanto a Lei de Responsabilidade Fiscal.
“Essa ampliação oneraria não só a União, mas também estados e municípios”, justificou Lula.
Agora, a decisão de manter ou derrubar o veto presidencial está nas mãos do Congresso Nacional.
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