
Morre Angela Ro Ro, ícone da MPB e voz pioneira da comunidade LGBTQIA+
Aos 75 anos, cantora falece no Rio de Janeiro após complicações de cirurgia; legado vai além da música, marcada por luta e autenticidade
Aos 75 anos, a cantora Angela Ro Ro faleceu nesta segunda-feira (8), no Rio de Janeiro. Internada desde julho no Hospital Silvestre, no Cosme Velho, Zona Sul, a artista sofreu uma parada cardíaca após passar por uma traqueostomia, necessária devido a uma infecção no pulmão.
Angela Ro Ro iniciou sua carreira nos anos 1970, após uma viagem à Itália, onde conheceu o cineasta Glauber Rocha. Depois, mudou-se para Londres, trabalhando como faxineira, garçonete e lavadora de pratos, enquanto se apresentava em pequenos pubs, conquistando seu espaço com esforço e talento.
De volta ao Brasil, estreou oficialmente no cenário musical com o álbum Angela Ro Ro em 1979, destacando-se com sucessos como Amor Meu Grande Amor e Tola Você. Mas sua influência não se restringiu à música: Angela foi uma das primeiras vozes do movimento LGBTQIA+, combatendo a lesbiofobia e abrindo caminhos para a visibilidade de muitas pessoas.
O legado da cantora permanece vivo não apenas nas melodias, mas também na coragem de se posicionar e lutar por direitos e respeito, deixando uma marca profunda na cultura e na sociedade brasileira.