MST aperta o cerco e cobra Lula: “Cadê a reforma agrária, presidente?”

MST aperta o cerco e cobra Lula: “Cadê a reforma agrária, presidente?”

Movimento lança campanha nacional por políticas concretas e diz que lutar pela terra é também defender a soberania do Brasil

O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) resolveu bater à porta do governo Lula — desta vez de forma direta e sem rodeios. Com o slogan provocativo “Lula, cadê a reforma agrária?”, o movimento lançou nesta segunda-feira (21.jul.2025) uma campanha nacional que coloca o presidente no centro das cobranças por mudanças estruturais no campo.

Depois de mais de dois anos de governo, a paciência de quem vive na luta por um pedaço de chão começa a se esgotar. A nova iniciativa do MST marca uma virada na estratégia: menos conversa de bastidor e mais pressão pública. A ideia é clara — colocar a reforma agrária no topo da agenda política, sem meias palavras.

Na carta aberta divulgada pelo movimento, o tom é de urgência e firmeza. O MST deixa explícito que não se trata apenas de distribuir terras, mas de garantir soberania alimentar e fortalecer o Brasil frente às crises internacionais. “Sem comida saudável na mesa e sem quem plante, não há nação soberana”, diz um dos trechos da carta.

A crítica, embora feita em tom respeitoso, deixa um recado direto ao presidente Lula: não basta ter história com os movimentos sociais, é preciso entregar resultado. As promessas feitas na campanha eleitoral agora estão sendo cobradas por quem mais acredita nelas — e que também sabe fazer barulho quando se sente traído.

A campanha nacional deverá se espalhar por acampamentos, redes sociais e ruas, com ações que pressionem o governo a apresentar um plano real e imediato de assentamentos e de investimentos no campo.

Para o MST, o momento é de decisão: ou Lula avança com coragem ou corre o risco de ver a esperança plantada no campo murchar de vez.

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