🌎 Lula alerta: “Extremismo ressuscita o velho fantasma do intervencionismo”

🌎 Lula alerta: “Extremismo ressuscita o velho fantasma do intervencionismo”

Durante reunião com líderes da América Latina e Europa, presidente brasileiro defende união internacional contra imposiçÔes autoritårias e critica investidas disfarçadas de política

Em meio à crescente tensão geopolítica, o presidente Luiz Inåcio Lula da Silva usou sua fala em Santiago, no Chile, para fazer um alerta que, embora sem nomes, tinha endereço certo: o extremismo político, segundo ele, estå trazendo de volta pråticas de intromissão e autoritarismo que o mundo parecia ter deixado no passado.

Sem citar diretamente Donald Trump, Lula afirmou que o avanço de posturas extremadas em algumas potĂȘncias estĂĄ reabrindo velhas feridas na relação internacional, com atitudes que beiram o colonialismo. O presidente brasileiro disse que Ă© preciso resistir a essas pressĂ”es e construir pontes entre os paĂ­ses da AmĂ©rica Latina e da Europa.

“NĂŁo podemos aceitar que, em pleno sĂ©culo 21, voltem a nos tratar como quintal ou como peĂ”es de um jogo polĂ­tico maior”, teria dito Lula a portas fechadas, segundo fontes presentes no encontro. A reuniĂŁo contou com a participação dos presidentes do Chile, ColĂŽmbia e Uruguai, alĂ©m do primeiro-ministro da Espanha — todos preocupados com os impactos globais de medidas econĂŽmicas e polĂ­ticas tomadas por lideranças de perfil autoritĂĄrio.

O pano de fundo da fala de Lula Ă© claro: o tarifaço de 50% anunciado por Trump contra produtos brasileiros e a retĂłrica intervencionista que tem marcado sua possĂ­vel volta ao poder. A crĂ­tica velada mostra que o presidente do Brasil aposta na diplomacia com traços de firmeza — unindo crĂ­tica e defesa da soberania sem alimentar brigas diretas.

Para Lula, a resposta deve vir na forma de cooperação regional e diĂĄlogo multilateral. “Quando nos dividimos, ficamos mais fracos frente a quem quer impor suas vontades. Precisamos fortalecer nossas alianças”, completou.

A fala repercutiu entre os presentes como um chamado Ă  uniĂŁo, em tempos em que as democracias precisam resistir aos ataques que vĂȘm disfarçados de interesse comercial, mas carregam intençÔes de dominação polĂ­tica.

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